terça-feira, abril 28, 2026
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Queda de Rossieli não dá salvo conduto a Zema e Simões, avalia Sind-UTE/MG

Exoneração acontece após denúncias de compra suspeita de livros do programa Aprender Já e venda de 95 escolas públicas para o banco BTG Pactual

A coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Denise de Paula Romano, comentou nesta terça-feira (28) a queda do secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares, que estava há nove meses no cargo. A demissão foi anunciada na noite de segunda-feira e para o lugar de Rossieli o governo anunciou Gustavo Braga, que exercia o cargo de chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Governo.

“A demissão de Rossieli Soares da Secretaria de Estado de Educação acontece na esteira de uma série de denúncias sobre seu envolvimento, no mínimo, suspeito com a compra de livros didáticos do programa Aprender Já, mas é preciso deixar claro que ele foi contratado pelo governo Zema para fazer com mais eficiência o serviço sujo na educação, só que ultrapassou os limites e acabou comprometendo as campanhas de Zema e Mateus Simões. Então, para não contaminar as campanhas, foi defenestrado do governo”, avalia Denise Romano.

Para ela, entretanto, a demissão do ex-secretário não encerra o problema e não é um salvo conduto para o ex e o atual governador. “As denúncias precisam ser apuradas, pois envolvem recursos públicos gastos sem transparência e de forma suspeita. A queda de Rossieli serve para revelar o desprezo e os descaminhos do governo Zema e Mateus Simões em relação à educação pública”, sublinha Denise.

O ex-secretário Rossieli Soares foi alvo de denúncia pelo próprio Sind-UTE/MG, pela presidente da Comissão de Educação da ALMG, deputada Beatriz Cerqueira e, mais recentemente, pelo site The Intercept, pelo seu envolvimento num suposto esquema de compra de livros didáticos para o programa Aprender Já. A compra, no valor de R$ 348,4 milhões, foi feita sem licitação, de uma empresa com a qual Rossieli já havia negociado quando era secretário de Educação no Pará.

“Durante todo o governo Zema e agora no governo Simões a educação pública vem sofrendo ataques sistemáticos, mas foi na gestão de Rossieli que a mercantilização atingiu seu nível máximo com a venda de 95 escolas para o banco BTG Pactual. Este é apenas o início de um processo preconizado por Romeu Zema e Mateus Simões, que vai acarretar a demissão e precarização do trabalho de milhares de auxiliares básicos de serviços e minar a gestão democrática das escolas. Então, a queda de Rossieli é um fato para ser comemorado pelos trabalhadores em educação, embora saibamos que trata-se de uma política de governo que terá continuidade, mas também haverá resistência”, arremata Denise Romano.

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