quarta-feira, abril 29, 2026
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TJ não declara ilegalidade e servidores públicos mantém greve em Ipatinga

Tribunal de Justiça pede ajustes na escala de efetivos em unidades de saúde, mas não declara ilegalidade da greve; prefeito cria teoria de conspiração para desqualificar movimento de servidores

IPATINGA – Após a primeira rodada de negociação realizada ontem entre representantes da Prefeitura Municipal e do Sindicato dos Servidores, a assembleia da categoria decidiu manter a paralisação diante da falta de proposta da administração para as reivindicações dos servidores.

Enquanto celebra a festa de aniversário da cidade a um custo de R$ 7 milhões, Gustavo Nunes, tenta desqualificar a greve dos servidores com teorias mirabolantes.

TEORIA DE CONSPIRAÇÃO

O prefeito de Ipatinga, que já havia tomado a medida antissindical de judicializar a greve junto ao Tribunal de Justiça, disse em entrevista coletiva que a paralisação dos servidores públicos é a uma manobra contra as administrações municipais que não estão alinhados com o governo federal, em razão das eleições deste ano.

“A greve que está acontecendo tem algumas questões. A primeira delas é que esta greve não é um movimento específico de Ipatinga. É um movimento nacional em que as forças sindicais nacionais passaram um comando para que outros sindicatos dos municípios brasileiros que tenham gestão municipal que não compactuam com o governo federal, entrem em greve. Não é por acaso que Ipatinga, Fabriciano e Timóteo estão em greve”, disse o prefeito.

Ocorre que não existe greve em Timóteo. Em campanha salarial, o Sindicato dos Servidores Públicos de Timóteo ameaçou uma paralisação, mas o movimento rapidamente foi suspenso em razão de acordo com a PMT. Em Coronel Fabriciano, também em campanha salarial, o sindicato dos servidores declarou estado de greve, mas ainda não houve nenhuma paralisação.

A declaração, com ares de teoria da conspiração, não explica porque outro dia o prefeito estava no mesmo palanque que autoridades federais recebendo a nova frota de ônibus da cidade, nem como o governo municipal foi beneficiado com entregas do governo federal como o campus da UFOP, do IFMG, intervenções no Aeroporto Regional e outros aportes.

Na entrevista, Gustavo disse ainda que a greve é uma forma da diretoria do Sindicato alcançar projeção, tendo em vista sua reeleição este ano. Acontece que o Sintserpi só realiza novas eleições daqui a três anos.

DECISÃO DO TJMG

O prefeito disse ainda que a ação antissindical movida pela Prefeitura no Tribunal de Justiça poderia prejudicar os próprios servidores e o Sindicato. Entretanto, o Tribunal entendeu de outra forma e ao invés de declarar a abusividade e ilegalidade da greve, conforme o pedido de tutela de urgência proposto pela Prefeitura, pediu que o Sintserpi apresentasse e implementasse um plano formal de manutenção dos serviços mínimos.

Conforme o TJMG, o plano deve ser apresentado em 24 horas garantindo a continuidade da prestação dos serviços essenciais de saúde com a manutenção da escala mínima de 70% do efetivo dos servidores em todas as unidades de saúde municipais. Para justificar o pedido de abusividade e ilegalidade da greve, a Prefeitura alegou emergência sanitária e índices de superlotação hospitalar, e o TJMG houve por bem aumentar o percentual do efetivo.

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