Secretaria de Estado da Educação não sabe o que acontecerá com os estudantes matriculados e os profissionais que atuam na escola; e tampouco, com ensino técnico, já que escolas Tiradentes não têm essa modalidade
IPATINGA – A coordenadora do Sind-UTE/MG em Ipatinga, Cíntia Rodrigues, fez um alerta importante sobre o risco de transformação da Escola Estadual Alberto Giovannini em Colégio Tiradentes, durante audiência pública na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
A medida, anunciada pelo governo de Mateus Simões, acontece sem diálogo com a comunidade escolar e traz sérios impactos, entre os quais ela enumera o risco do fim do ensino técnico, que hoje atende centenas de estudantes. Hoje a escola atende exclusivamente o ensino médio técnico integral, que não é ofertado pelo Colégio Tiradentes.
Cíntia alerta ainda para a falta de acesso aos estudantes da comunidade, com vagas priorizadas para filhos de militares e processo seletivo (sorteio) para as sobras; o risco p os trabalhadores, com possível remanejamento de efetivos para outras escolas — até em outras cidades — e ruptura de vínculos com os contratados; e o fim de uma escola tradicional de Coronel Fabriciano, respeitada pela comunidade e com IDEB acima da média nacional.
Cíntia Rodrigues destacou ainda outro ponto que considerou grave: na audiência pública os representantes da Secretaria de Estado de Educação não souberam responder o que irá acontecer com os estudantes matriculados e os profissionais que atuam na escola e informaram que ainda não há planejamento para tais mudanças, apesar de já terem sido anunciadas pelo governador Mateus Simões.



