quarta-feira, agosto 12, 2026
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Governo privatizou escolas em ótimas condições

Zema & Simões reformaram escolas e entregaram ao fundo do BTG Pactual; relatório mostra que privatização era desnecessária

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG) participou da audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que apresentou o relatório sobre as escolas públicas privatizadas em leilão na B-3 e entregues à administração do fundo de investimentos IG4 Capital, do banco BTG Pactual.

VISITAS E RELATÓRIO

O questionamento sobre a razão do Governo Zema/Simões ter leiloado as escolas pontificou durante os debates na reunião pedida pela presidenta da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, deputada Beatriz Cerqueira (PT), para apresentação dos relatórios de visitas realizadas a 22 das 95 escolas.

As 95 escolas estão em 34 municípios do Norte de Minas e da Região Metropolitana de Belo Horizonte. As visitas a 22 delas começaram em 13 de abril deste ano, e os relatórios, detalhados, exibidos em apresentação da deputada, serão entregues ao Ministério Público.

BOAS ESTRUTURAS

Conforme resumiu a presidenta da comissão, em geral foram encontradas escolas bem estruturadas, que passaram por reformas e melhorias custeadas por recursos públicos, recentemente.

Em todas, frisou a deputada, as gestões estão comprometidas com o aprimoramento e com melhoriais constantes. Segundo ela, não foi encontrada nenhuma escola com cozinha mal equipada ou com falta de material que justificasse uma privatização, por exemplo.

DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA

A coordenadora geral do Sind-UTE/MG, Denise de Paula Romano, que acompanhou os debates destacou o papel da Comissão de Educação. “Merece nosso elogio a postura, a proposição da Comissão de Educação, que faz o seu trabalho legislativo com esmero e que apresentou um relatório mostrando que as escolas estaduais tem boa qualidade, tem projetos importantes por causa dos profissionais que estão na escola e da comunidade onde ela está inserida, porque se depender do governo do Estado, ele entrega para a iniciativa privada, favorece só o lucro e a educação como direito deixa de existir”.

Ela também ressaltou que a entrega do relatório produzido pela Comissão de Educação corrobora as denúncias que estão sendo feitas desde que edital de privatização foi lançado, em setembro do ano passado. “As escolas estão em boas condições não há necessidade nenhuma de leilão, de entrega destas escolas para a iniciativa privada”, resumiu.

SEM DIÁLOGO

Denise Romano criticou ainda a maneira como foi feito o leilão das escolas públicas. “O governo do Estado fez de uma forma tão escancarada que ele próprio reformou, investiu recursos públicos nestas 95 escolas para depois entregar sua gestão para um fundo de investimentos. É muito lamentável, é muito triste, ao longo deste tempo todo, estar aqui na ALMG para denunciar isto que o governo do Estado fez com a escola sem conversar com ninguém, sem combinar com ninguém. Esta é uma tônica do governo Zema/Simões. Faz tudo sem levar com consideração a realidade da escola,  

a comunidade onde a escola está inserida. É uma grande ‘draga’ de recursos públicos. É um contrato de 25 anos por 5 milhões de reais mensais. A empresa vai lucrar com a melhoria pedagógica da escola com a melhoria nas avaliações externas, enquanto a nossa categoria recebe um dos piores salários do país”, finalizou.

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