quarta-feira, agosto 12, 2026
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Estudantes reagem à privatização das escolas estaduais

Representantes estudantis reafirmam que educação não é mercadoria e saem em defesa da escola pública

Os dirigentes da União Estadual de Estudantes e da União Colegial de Minas Gerais manifestaram seu repúdio à privatização das escolas estaduais durante a audiência da Comissão da Educação da Assembleia Legislativa que debateu o relatório sobre as visitas a 22 dos 95 educandários entregues pelo governo Zema/Simões ao fundo de Investimento do banco BTG Pactual.

PROJETO DE DESMONTE

Para Rômulo Lopes da Silva, presidente da União Estadual de Estudantes de Minas Gerais, os ataques sofridos pela educação e pelas escolas públicas não são casuais e fazem parte de uma estratégia do governo do Estado. “O governo Simões e antes dele, do Zema, divulgou as reformas das escolas nas redes sociais, mas não fizeram as reformas para só melhorar a situação da infraestrutura, fizeram para leiloar. Queriam privatizar desde o início. O que estamos vendo, na verdade, é um projeto de desmonte da educação, assim como a tentativa de vendas universidades estaduais. É um projeto de desmonte, de desvalorização dos profissionais da educação e dos estudantes”, afirmou.

ESCOLA NÃO É NEGÓCIO

O presidente da União Colegial de MG, Leonardo Evangelista de Souza, também foi contundente na crítica ao projeto que transforma a educação pública em mercadoria.

“Estamos visitando as escolas que foram leiloadas e todas elas estão passando por reforma, estão ficando arrumadinhas. No meu bairro, o Barreiro, a E.E. Desembargador Rodrigues Campos, ficou linda e vai ser entregue para um fundo de investimentos, que ainda vai receber recursos do Estado sem precisar gastar nada. Tem uma falta de

seriedade neste debate”.

“A nossa escola não é mercadoria – prosseguiu ele –, a nossa escola não é uma forma de banco ganhar dinheiro. A nossa escola é o futuro da sociedade. A nossa escola precisa ser do tamanho dos nossos sonhos. Hoje, os estudantes da rede estadual não têm perspectiva, não têm interesse de entrar numa universidade e temos que estimular, mas não têm ânimo porque a toda hora a escola está ameaçada por um ataque diferente”, arrematou.

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