Cidades

Trabalhadores demitidos cobram acerto trabalhista

Quase 30 ex-funcionários da construtora Almeida Costa buscam solução para o impasse em torno do pagamento

 

IPATINGA – Um grupo de quase 30 ex-funcionários da empresa Almeida Costa se reuniu na rua Diamantina esta semana no bairro Centro. O motivo do encontro é o atraso nos pagamentos por parte da empresa. Os trabalhadores foram desligados da Almeida Costa no início do mês passado e ainda não receberam o último salário.
A construtora realizava trabalhos na área da Usiminas e, segundo informações dos ex-funcionários, a alegação da empresa é que os salários estariam atrasados devido a um débito por parte da siderúrgica. “Fomos comunicados no dia 22 de janeiro que a obra na Usiminas seria finalizada. E depois soubemos também que a empresa não teria condições financeiras de continuar com as obras na Usiminas. E assim fomos dispensados, mas ninguém imaginava que eles não iam nos pagar”, contou Vander Lúcio.
Em nota, a Usiminas informou que sempre cumpriu com todas as suas obrigações contratuais relativas à Almeida Costa.

SITUAÇÃO
Cerca de 320 funcionários que prestavam serviços para a construtora Almeida Costa foram demitidos. “Não recebi nem o meu salário de R$ 1.600,00 e nem o valor do acerto, que daria mais ou menos uns R$ 3 mil. A situação está complicada porque não tenho de onde tirar dinheiro e já entrei no cheque especial. Enquanto a empresa não paga o que nos deve fica todo mundo com o nome sujo na praça”, considerou Edisgley José do Carmo.
Para Vander Lúcio, a situação é ainda pior. “Estou correndo atrás porque está difícil arrumar outro emprego. Tem outros funcionários que já falaram que estão sem dinheiro até pra dar de comer aos filhos”, declarou Vander.

PRAZO
De acordo com o representante dos funcionários demitidos, Robson Teixeira Santana, a empresa Almeida Costa informou um prazo para o pagamento da dívida com os funcionários, mas não cumpriu. “Eles falaram que no dia 24 de janeiro iam começar a fazer os pagamentos, mas até agora ninguém recebeu nem o salário do último mês trabalhado”, reforçou Robson.

REUNIÃO
Um novo encontro está marcado para o dia 16 de março, em que a construtora e a Usiminas estarão presentes. O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Pesada de Minas Gerias (SITICOP) também participará. “Participamos desse encontro no Centro e vamos acompanhar os trabalhadores nesta luta. Tomamos conhecimento da situação e percebemos que uma grande empresa que teve grandes negócios causou muito prejuízo a esses trabalhadores. Vamos participar e ajudar porque os trabalhadores perderam todos os direitos e eles precisam receber os salários”, garantiu Lacir Santos Silva, representante do SITICOP.

RESPOSTA

O representante da empresa Almeida Costa, José Aparecido dos Santos, garantiu que após a reunião do dia 16 uma solução será encontrada para realizar os pagamentos dos funcionários demitidos. “A construtora está passando por um momento delicado. Por isso passou por uma rescisão de contrato junto à Usiminas. Mas estamos tentando viabilizar os pagamentos. Depois dessa reunião com a Usiminas devemos definir as datas dos pagamentos”, afirmou José Aparecido.

Edisgley José conta que já entrou no
cheque especial por conta do atraso


“Soubemos também que a empresa
não teria  condições financeiras de continuar
com as obras na Usiminas”, disse Vander

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