Suspeito foi detido após atentado em jantar com correspondentes em Washington; evento homenagearia reportagem do Wall Street Journal sobre ligações de Trump com Epstein
WASHINGTON – Um homem fez disparos na noite deste sábado (25) durante um jantar, num hotel em Washington, do presidente Donald Trump com correspondentes que cobrem a Casa Branca. Esta é a terceira tentativa de assassinato do presidente norte-americano. Ele disse em sua rede social que ser presidente é uma profissão perigosa.
No jantar com jornalistas que cobrem a Casa Branca seria premiada a reportagem que deixou Trump irado, sobre um cartão de aniversário enviado para Jeffrey Epstein. O americano processou o veículo que publicou a história, o Wall Street Journal. O prêmio que seria dado à reportagem se chamaria “coragem e responsabilização. A cerimônia foi cancelada por tempo indeterminado.
O ATENTADO
Tiros foram ouvidos nas imediações do local do evento, o Hotel Hilton, em Washington, e o presidente e a primeira-dama Melania Trump foram retirados rapidamente do lugar pelo Serviço Secreto norte-americano. O suspeito de ter feito o ataque foi preso.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou neste domingo (26) que o homem que atirou durante um jantar com a presença de Donald Trump queria matar o presidente dos Estados Unidos e o maior número possível de altos funcionários da administração federal.
Em postagem na rede social X, Leavitt ainda classificou o suspeito, identificado pelas autoridades como Cole Tomas Allen, de 31 anos, de como “uma pessoa depravada e louca”.
AGENTE ATINGIDO
Segundo informações obtidas pela Reuters, o suspeito atirou em um agente do serviço secreto, mas não se feriu graças ao colete à prova de balas que usava. Além dos disparos, testemunhas disseram a agências internacionais que também foram ouvidas explosões na área próxima ao hotel.
O jantar teve as presenças do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio. Eles também foram retirados do hotel e estão em segurança.
O presidente Trump deu uma entrevista coletiva na Casa Branca após o ataque e disse que o atirador é um “lobo solitário”, termo usado para descrever supostos criminosos que atuam sozinhos.
SOLIDARIEDADE
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste domingo (26) “repudiar veementemente” o ataque contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorrido nesse sábado (25) em um encontro com jornalistas em Washington.
“Minha solidariedade ao presidente Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no jantar com correspondentes em Washington. O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem à noite”, diz a nota publicada por Lula nas redes sociais.
“A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger”, acrescentou o presidente brasileiro.



