FOTO: Braço de um paciente jovem com lesões cutâneas características de mpox no hospital de Kavumu, em Kivu do Sul, República Democrática do Congo – CRÉDITO: OMS/Guerchom Ndebo
Por Amatijane Candé/ONU News
A Organização Mundial da Saúde, OMS destacou profissionais no terreno para apoiarem os esforços em curso para conter a propagação da epidemia da varíola dos macacos, conhecida como mpox, com oito casos já confirmados e 47 suspeitos na Guiné-Bissau.
O anúncio foi feito seis semanas após ter sido confirmada a primeira notificação, há seis semanas, pelas autoridades sanitárias.
CONDIÇÕES SUBJACENTES
Até ao momento, não houve mortes relacionadas à doença e não há registro de infeções em crianças. Foram rastreados 110 casos de contato, 51% dos quais já completaram o ciclo de seguimento. O acompanhamento dos casos continua em curso.
Em conversa com a ONU News, em Bissau, o representante da OMS no país, Walter Kazadi Mulombo, disse que os primeiros casos foram curados. Ele alertou sobre crianças, grávidas e pessoas que vivem com o VIH não controlado e outras doenças como grupos de alto risco a casos severos.
Segundo o chefe da OMS na Guiné-Bissau, os grupos afetados estão na faixa etária de 18 a 34 anos. A maioria são homens. Não há registro de casos severos, mas continuam a monitorar a situação.
TRANSMISSÃO E SINTOMAS
A agência dá conta que o vírus com a transmissão ocorrida por contato direto entre humanos e de homem ao animal e animal ao homem é, em muitos casos, curável espontaneamente. O mpox é muito contagioso e a prevenção requer a participação de todos.
Formas graves da doença incluem casos com infeção da pele que pode invadir o sangue, alcançar o cérebro, os pulmões e o coração, podendo levar à morte. O período de incubação do vai de dois a 21 dias e os sintomas podem durar de duas a quatro semanas, explica o epidemiologista.
O especialista destaca que os principais sintomas são erupção cutânea, que começa geralmente ao nível da cara, mas pode ser também na palma das mãos ou na pata dos pés, mas pode se generalizar a todo o corpo.
PPREVENÇÃO E CONTROLE
São lesões cutâneas que começam como vesículas estoiram, surgem ferimentos e se secam, formam cascas que vão cair e a pele vai reconstituir-se, ficando assim curada a doença, acrescentou Kazadi Mulombo. Para ele, é importante monitorar os grupos vulneráveis e o pessoal de saúde que lida com a doença.
As medidas de prevenção são universais: lavar as mãos com água e sabão ou utilizar solução hidro alcoólica, evitar contatos com pessoas que apresentem sintomas, desinfetar a superfície tocada pelas pessoas infetadas e não manipular as roupas dos doentes do mpox.



