(*) Fernando Benedito Júnior
O senador e candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro queimou o filme sobre o pai, Jair Bolsonaro, antes mesmo do lançamento –
Se é que vai ter filme e tudo não passava de jogo de cena para levar algum dinheiro para a campanha ou para encher os bolsos, como os integrantes políticos do clã costumam fazer.
O filme, escrito por Mário Frias, dirigido por Cyrus Nowrasteh e interpretado por Jim Caviezel (no papel de Jair Bolsonaro) com o sugestivo título de “Dark Horse” (azarão) foi o motivo da detonação do novo escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro no Caso Master. O áudio divulgado pelo The Intercept caiu como uma bomba no cenário político nacional e enlameou de vez a candidatura do senador, que já não é muito limpa.
Segundo The Intercept, Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção do filme “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025. O dinheiro, de acordo com o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos de um aliado de outro filho do ex-presidente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (eis como vive nos EUA sem trabalhar). A cinebiografia sobre o ex-presidente tem um orçamento total negociado que pode chegar a R$ 134 milhões.
Como se vê, é possível que não haja filme, que mesmo sem ficar pronto já é um dos mais caros da indústria cinematográfica nacional, com orçamento superior a obras indicadas ao Oscar como “O Agente Secreto” e “Ainda Estou Aqui”.
Resta saber se depois do escândalo o elenco, diretores, equipe técnica, etc, vão querer estar associados a este tipo de negociata para produzir uma “obra de arte” de tamanha envergadura.
Talvez fosse melhor ter utilizado recursos da Lei Rouanet.
(*) Fernando Benedito Júnior é editor do Diário Popular.



