Ação do Sindicato afixa cartazes nas unidades escolares para denunciar a falta de trabalhadores na educação
IPATINGA – O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais – Subsede Ipatinga denuncia um grave déficit de profissionais nas escolas da rede municipal de ensino. Atualmente, 44 escolas funcionam com quadro incompleto, comprometendo o atendimento aos estudantes e sobrecarregando os trabalhadores da educação.
De acordo com o sindicato, faltam professores do ensino regular e da educação infantil, assistentes financeiros, assistentes da educação especial, assistentes da educação infantil e profissionais da educação integral. A situação também atinge equipes diretivas, já que há escolas sem definição completa de direção e coordenação, além de profissionais já indicados e atuando sem que suas portarias tenham sido publicadas oficialmente no Diário Oficial do Município.

DENÚNCIA
O Sind-UTE afirma que já notificou inúmeras vezes a Secretaria Municipal de Educação sobre o problema, sem que medidas efetivas tenham sido tomadas para solucionar a situação.
Para denunciar o cenário à comunidade escolar, o sindicato realizou nesta sexta-feira uma mobilização em frente às 44 escolas afetadas, com a fixação de cartazes informando quantos profissionais estão faltando em cada unidade.
PREJUÍZOS
Segundo a entidade, o déficit de trabalhadores tem causado prejuízos diretos aos estudantes e às famílias, além de intensificar a precarização das condições de trabalho nas escolas. O sindicato classifica a situação como um verdadeiro “apagão” na educação municipal.
Outro fator que agrava a dificuldade de contratação e permanência de profissionais é a falta de valorização da categoria. Atualmente, Ipatinga paga um dos piores salários da região aos educadores. Soma-se a isso a sobrecarga de trabalho, as condições inadequadas nas escolas e a ausência de políticas de formação continuada que dialoguem com os desafios reais vividos diariamente nas unidades de ensino e com as demandas contemporâneas da educação. Esse cenário de precarização tem afastado profissionais da rede municipal e aprofundado ainda mais a crise nas escolas.

SOFRIMENTO
A coordenadora do Sind-UTE Ipatinga, Cíntia Rodrigues, destaca que a comunidade precisa compreender que os problemas enfrentados pelas famílias também afetam profundamente os trabalhadores da educação e o aprendizado dos estudantes.
“Muitas vezes os pais e mães se voltam contra a escola, professores e equipes diretivas, insatisfeitos com o atendimento aos seus filhos, e não veem que ali existem profissionais sofrendo, em desvio de função, submetidos a jornadas exaustivas, sem receber o salário que lhes é devido e sem profissionais em quantidade adequada para atender. As escolas pedem socorro e ajuda aos pais para sensibilizar o prefeito Gustavo Nunes para que ele, de fato, resolva os problemas da educação.”
O Sind-UTE reforça que a recomposição urgente do quadro de servidores é essencial para garantir o funcionamento adequado das escolas e assegurar o direito dos estudantes a uma educação pública de qualidade.



