quinta-feira, setembro 24, 2026
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Caixa ajuíza dissídio coletivo; Sindicato defende manutenção da greve

IPATINGA – Após 15 dias de greve e sem acordo na mediação realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), a Caixa Econômica Federal ajuizou dissídio coletivo, nesta quinta-feira (24). Diante da medida, o Sindicato dos Bancários de Ipatinga orienta os empregados a manterem a mobilização e permanecerem unidos durante os próximos passos da negociação.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Ipatinga, Selim de Oliveira, explica que o ajuizamento do dissídio confirma uma preocupação que já vinha sendo apresentada à categoria. “Diante da força da greve, a Caixa busca transferir para a Justiça a responsabilidade pela solução do impasse e, ao mesmo tempo, criar um cenário de insegurança que possa contribuir para o enfraquecimento da mobilização”, explica.

MOBILIZAÇÃO

O Sindicato ressalta que o ajuizamento do dissídio não encerra automaticamente a greve e não significa que os direitos e reivindicações dos empregados estejam garantidos. A primeira etapa do processo será a conciliação, quando haverá uma tentativa de acordo entre as partes.

Selim esclarece que a fase de conciliação será especialmente importante porque a Caixa deverá avaliar o nível de adesão e de resistência da categoria após o ajuizamento do dissídio.

“Avaliamos que a empresa poderá observar quantos empregados retornaram ao trabalho diante da ameaça de judicialização para definir sua disposição de negociar ou de levar o processo adiante. Por isso os trabalhadores a não podem se deixar levar pela insegurança e pelo cansaço provocados pelo prolongamento da greve. Cada retorno individual ao trabalho pode ser utilizado pela empresa como argumento para demonstrar um eventual enfraquecimento da mobilização e reduzir sua disposição para negociar”, informa o dirigente.

Processo pode avançar para julgamento

Caso não seja alcançado um acordo durante a fase de conciliação, o dissídio poderá avançar para as etapas seguintes, com a análise do processo pela Justiça do Trabalho e, posteriormente, o julgamento das reivindicações apresentadas pelas partes.

“Desta forma existe a possibilidade de que uma eventual decisão judicial não contemple integralmente as reivindicações da categoria e estabeleça condições diferentes daquelas que poderiam ser construídas por meio da negociação coletiva. A intenção do movimento sindical sempre foi resolver os impasses por meio do diálogo para não chegarmos nesse tipo de situação”, afirma.

Sindicato destaca resultados da mobilização

Apesar do ajuizamento do dissídio, o Sindicato dos Bancários de Ipatinga destaca que a greve já produziu efeitos concretos nas negociações.

“A categoria bancária tem mostrado sua força na mobilização dos empregados da Caixa. Apesar do dissídio, nosso movimento contribuiu para obrigar a Caixa a reabrir as negociações, suspender medidas que atingiam direitos dos trabalhadores e retomar o diálogo sobre o Saúde Caixa. Esses fatos demonstram que a greve continua sendo fundamental. A Caixa precisa perceber que a categoria permanece unida, mobilizada e disposta a lutar por seus direitos. Não é hora de recuar nem de permitir que o dissídio seja utilizado como instrumento de pressão sobre os empregados”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Ipatinga.

O Sindicato dos Bancários de Ipatinga continuará acompanhando o processo, participando das negociações e mantendo os empregados informados sobre as novas etapas do dissídio coletivo.

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