Cidades

Região registra alto índice de infestação de dengue

Residências continuam sendo o principal foco de infestação do mosquito Aedes aegypti

IPATINGA – O Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa) feito em mais de 1.200 municípios do país mostrou que pelo menos 77 cidades estão em situação de risco para a dengue. Para o Ministério da Saúde, o índice preconizado como ideal é aquele menor ou igual a 1%. Os resultados de 1% a 3,9% são caracterizados como alerta, e acima de 3,9% risco de surto.

No Vale do Aço, não há nenhum resultado que possa ser considerado risco de surto. Próximo à região, a única cidade com índice alarmante é Governador Valadares – que teve LIRAa de 4,8%, o maior de Minas Gerais. Os dados são referentes ao mês de outubro.

No entanto, apesar de não estar na faixa mais perigosa, a situação no Vale do Aço não é tranquila, já que todos os municípios apresentam índices acima de 1%, com destaque para Timóteo, que apresentou infestação de 3,6%. Já em Ipatinga, o resultado do LIRAa foi de 1,9 e Coronel Fabriciano 1,4%, o menor da região.

Ao todo, são feitos três levantamentos ao longo do ano. No primeiro, medido em janeiro, o maior índice foi de Ipatinga com 7,3%, seguindo de Timóteo com 5,2% e Fabriciano com 3,5%. No levantamento de março, Timóteo marcou 2,5%, Coronel Fabriciano 2,2% e Ipatinga registrou 2,0.

RANKING NACIONAL
A pesquisa, que traça um panorama para identificar onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da dengue, foi realizada em 1.239 municípios, o que representa um acréscimo de 31% com relação aos participantes de 2011. No ano passado, 800 municípios realizaram o LIRAa.

ALERTA
Durante a apresentação do levantamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez um alerta para que os novos prefeitos não descuidem das medidas de prevenção e controle da dengue.
“Nós fazemos um alerta e um pedido para que os prefeitos municipais, nesse período de transição, não deixem de dar continuidade às ações de combate à dengue. O LIRAa é uma espécie de fotografia da dengue nos municípios, mas o risco persiste e a ação deve ser redobrada nesse período de maior ocorrência da doença”, afirmou o ministro.
No Nordeste, mais de 70% das larvas do mosquito se concentram em reservatórios de água. No Sudeste, mais da metade dos focos (59,2%) estão em depósitos domiciliares.

Mensagem direta para a população é estratégia
A Campanha Nacional de Combate à Dengue de 2012/2013 traz um novo olhar sobre a forma de lidar com a doença. Uma mensagem mais direta à população busca promover a mudança de comportamento, alertar sobre a gravidade da doença, para que as pessoas eliminem os criadouros do mosquito em suas casas.

Com o slogan “Dengue é fácil combater, só não pode esquecer”, o objetivo da primeira fase (até o final de dezembro) é mobilizar a população a praticar medidas simples de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti. Na segunda fase, a partir de janeiro, o foco é reconhecer os sinais e sintomas da doença e quais as principais medidas que devem ser adotadas pela população, em caso de suspeita.

A campanha educativa é dirigida à população em geral, gestores, lideranças comunitárias, empresários, movimentos sociais, religiosos, profissionais e agentes de saúde, professores e crianças. As ações de comunicação do Ministério da Saúde são desenvolvidas com base em dois cenários: período não epidêmico e período epidêmico.

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