quarta-feira, novembro 4, 2026
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Vitória democrata dá resposta à insanidade de Trump

Democratas fazem maioria e elegem 54 senadores, 228 deputados e 28 governadores; resultado implode a arrogância e desvario do governo Trump  

(*) Fernando Benedito Jr.

(DA REDAÇÃO) – Os eleitores americanos votaram nesta terça-feira (3) para escolher deputados, senadores e 36 governadores, em uma disputa que resultou na derrota esmagadora do presidente Donald Trump e de sua política tarifária e belicista.

O partido Democrata obteve 54 das cadeiras do Senado e os Republicanos, 44. A maioria no Senado se forma com 50 cadeiras. Na Câmara dos Deputados, os Democratas obtiveram 228 cadeiras, quando precisavam de 218 para ter maioria. Os Republicanos ficaram com 139. Já nos governos de estados, os Democratas elegeram 28 governadores e os Republicanos 20. A eleição de meio de mandato impôs reveses importantes a Donald Trump, como a vitória de senadores e deputados representantes de latinos, negros, indígenas e gays, além de retomar estados importantes como o Texas, onde os democratas não venciam há 40 anos.

MUDANÇA TOTAL

É um resultado irreconhecível diante da vitória de Donald Trump há apenas dois anos, quando o eleitorado norte-americano fez uma opção pelo conservadorismo, elegendo Trump e seu programa do “American First” que conquistou o apoio do movimento ultradireitista “Make America Great Again”, implementando propostas radicais que resultaram em políticas anti-imigratórias e na caça aos imigrantes latinos pelo ICE, em mortes e separação de famílias.

O APOCALIPSE TRUMPISTA

Durante o biênio, Donald Trump fez provocações em todo o mundo, tentou mudar o nome do Golfo do México, tomar a Groenlândia e o Canadá, taxou a maioria dos países e foi incapaz de resolver os problemas domésticos, enquanto ampliava as crises externas.

Na América Latina, Donald Trump invadiu a Venezuela, sequestrou e capturou Nicolas Maduro e sua esposa, colocando em seu lugar a vice presidente Delcy Rodrigues, que tornou-se uma fantoche de Washington. Taxou o Brasil, invocou a Lei Magnitisky conta autoridades, tentou interferir nas eleições e por fim deu abrigo ao fugitivo, Flávio Bolsonaro, derrotado por Lula no 2º turno das eleições. Tentando implantar sua versão da Doutrina Monroe, Trump vem tentando transformar a América Latina em quintal dos EUA, em busca de terras raras, minerais críticos e petróleo. Para isso, interferiu nas eleições na maioria dos países e colocou a extrema direita no poder em vários deles.

Nos últimos dois anos, Trump não conseguiu colocar fim à guerra da Ucrânia, como havia prometido, e ainda aumentou a tensão com a União Europeia, aliada de Kiev.

As medidas executivas de Trump beneficiaram as grandes fortunas e grupos econômicos, entre os quais ele próprio. Foi cúmplice e artífice do genocídio em Gaza, em aliança com Israel, e iniciou uma guerra com o Irã que não conseguiu terminar, provocando o aumento dos preços do petróleo em todo o mundo, inclusive, em seu próprio país.  

As eleições de meio de mandato, mesmo exigindo uma análise mais profunda do comportamento do eleitorado norte-americano, deixa claro que ele não está gostando do que experimentou nos últimos dois e apocalípticos anos sob Donald Trump.  

(*) Fernando Benedito Jr. é editor do Diário Popular.

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