IPATINGA – A Usiminas registrou EBITDA Ajustado de R$ 761 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 17% em relação aos três primeiros meses do ano. Com vendas de 989 mil toneladas de aço e 2,47 milhões de toneladas de minério de ferro, a receita líquida consolidada alcançou R$ 6,1 bilhões, alta de 4% na comparação com o trimestre anterior. A margem EBITDA evoluiu de 11,1% para 12,4%.
O desempenho foi impulsionado principalmente pela operação de siderurgia, que registrou recuperação dos preços e melhoria do mix de vendas, além dos ganhos decorrentes das iniciativas de eficiência operacional implementadas nos últimos meses. Na mineração, houve recuperação dos volumes comercializados após o período chuvoso, ainda que as margens tenham sido pressionadas pela alta dos custos logísticos, especialmente dos fretes marítimos.
LUCRO LÍQUIDO
O lucro líquido foi de R$ 428 milhões no período. Na comparação com o primeiro trimestre, houve redução de 52%, principalmente em função dos efeitos relacionados ao reconhecimento de créditos tributários registrados nos três primeiros meses do ano.
Durante o período, a Usiminas também concluiu a implantação da nova planta de injeção de carvão pulverizado (PCI) em Ipatinga, investimento que amplia a eficiência dos altos-fornos, reduz custos de produção e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, reforçando a competitividade das operações.
Para o presidente da Usiminas, Marcelo Chara, os resultados demonstram uma melhoria operacional, mas ainda temos muitos desafios. “Precisamos manter a cautela e continuar focados em eficiência operacional, produtividade de mão de obra e disciplina financeira. Priorizamos a rentabilidade das operações e avançamos em investimentos estruturantes voltados à competitividade e à sustentabilidade do negócio”, afirma.
MERCADO E PRESSÃO
Segundo Chara, o ambiente de negócios segue pressionado pela combinação de fatores internacionais e domésticos. O excesso de oferta de aço no mercado global, as incertezas econômicas e as tensões geopolíticas continuam gerando volatilidade para o setor.
No Brasil, a manutenção das taxas de juros em níveis elevados segue limitando o consumo e os investimentos, afetando o ritmo da atividade industrial. Além disso, apesar dos efeitos positivos das medidas de defesa comercial adotadas pelo governo, o volume de importações permanece elevado. A entrada de aço e de produtos manufaturados importados continua pressionando a utilização da capacidade instalada da indústria nacional e comprometendo a sustentabilidade das cadeias produtivas.
“A redução das importações observada nos últimos meses é um passo importante, mas os níveis ainda são elevados com novos países asiáticos e continuam sendo motivo de preocupação para a indústria brasileira. É fundamental continuar com os processos de defesa comercial para termos condições equilibradas de concorrência”, conclui Chara.



