Conforme a Pasta, entre 2022 e 2025, os recursos transferidos pelo Ministério da Saúde para assistência hospitalar (de média e alta complexidade) aumentaram em mais de 33% – passando de R$ 146,3 milhões, em 2022, para R$ 194,7 milhões, em 2025; expectativa é que ultrapasse R$ 203 milhões este ano
BRASÍLIA – O Ministério da Saúde em nota nega que tenha havido redução dos repasses federais em saúde para o município de Ipatinga (MG). Ao contrário, conforme o Ministério, entre 2022 e 2025, os recursos transferidos pelo Ministério da Saúde para assistência hospitalar (de média e alta complexidade) aumentaram em mais de 33% – passando de R$ 146,3 milhões, em 2022, para R$ 194,7 milhões, em 2025. A expectativa é que em 2026 o valor cresça ainda mais, ultrapassando R$ 203 milhões.
“O município contou ainda, desde 2023, com adicional de um total de R$ 14 milhões para reforçar a sua rede de atenção à saúde por meio de parcelas suplementares e emendas parlamentares para custeio de serviços”, diz a nota.
INVESTIMENTOS
A nota do Ministério enumera ainda uma série de investimentos do governo federal que beneficiam a saúde no município de Ipatinga, entre elas mais de R$ 40 milhões pelo Novo PAC Saúde para a construção de uma policlínica e duas Unidades Básicas de Saúde (UBS), além da aquisição de um combo de cirurgia geral, 11 kits de teleconsulta, e seis combos para UBS — destinados ao cuidado das condições de saúde mais prevalentes na região.
“Somado a isso – prossegue a nota –, o Ministério da Saúde também repassou R$ 31 milhões a Ipatinga por meio do Programa Especial de Saúde do Rio Doce (PES-Rio Doce), iniciativa voltada ao fortalecimento do SUS nos 49 municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão. Os recursos são destinados à infraestrutura dos serviços de saúde, como hospitais, policlínicas, laboratórios de saúde pública, unidades do SAMU e Unidades Básicas de Saúde (UBS)”.
POLÍTICAS PÚBLICAS
O Ministério da Saúde ressalta que o crescimento nos repasses é resultado direto das políticas do Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, que instituiu a nova Tabela Agora Tem Especialistas, com pagamento até três vezes maior para consultas, exames e cirurgias no SUS – e enterrando de vez a antiga tabela SUS.
“A ação que têm induzido o aumento do atendimento em todo o país – com número recorde de cirurgias eletivas em 2025, com 14,8 milhões de procedimentos, 42% mais que em 2022. No estado de Minas Gerais, o crescimento das cirurgias eletivas foi, inclusive, acima da média nacional – com 63% de aumento no período, ultrapassando a marca de 1,2 milhão de cirurgias eletivas no ano passado”, sublinhou a Pasta.
INFORMAÇÕES DISTORCIDAS
“O Ministério da Saúde cumpre sua responsabilidade ao ampliar o financiamento da saúde em todo o país. A gestão do SUS é compartilhada com estados e municípios, responsáveis por organizar a sua rede atendimento e assegurar o pagamento dos profissionais de saúde, garantindo o acesso da população aos serviços. É lamentável a difusão de informações distorcidas, que consideram apenas uma forma de repasse de recursos, ignorando os incentivos federais criados que efetivamente ampliaram o custeio da saúde”, conclui a nota.



