Vereadora realizou visitas aos equipamentos de saúde, ouviu usuários e profissionais, denunciou a situação e agora cobra soluções concretas
IPATINGA – A situação da saúde pública de Ipatinga tem sido acompanhada de perto pela vereadora Cida Lima, que vem realizando uma série de ações de fiscalização, diálogo com a população e cobrança dos órgãos responsáveis.
Desde o início do mandato tem sido realizadas ações defendendo a adequada execução da política de saúde. Contudo, o cenário só tem se agravado. A partir da realização de visitas aos equipamentos e do atendimento à população, o mandato tem recebido frequentemente diversas denúncias.
PROBLEMAS
Entre os problemas identificados estão a escassez de materiais e insumos, dificuldades para conseguir consultas, exames e procedimentos especializados, atrasos na realização de cirurgias, interrupções de serviços, problemas no transporte de pacientes que precisam se deslocar para realizar tratamentos fora do município e atrasos nos pagamentos de prestadores de serviços e de profissionais da saúde.
A vereadora Cida Lima esteve nas ruas realizando reuniões e conversando diretamente com moradores, usuários e profissionais para ouvir as dificuldades enfrentadas no atendimento e compreender, a partir de quem utiliza e trabalha na rede, os principais problemas existentes.
INTERVENÇÕES
A vereadora vem buscando diálogo com o prefeito, por meio de ofícios e solicitação de reunião, em busca de informações e providências, além de realizar denúncias ao Ministério Público de Minas Gerais e ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, uma vez que no acompanhamento da política de saúde foram identificadas várias situações de violações de direitos e possíveis ilegalidades na condução da gestão pública.
Cida Lima também buscou o Ministério da Saúde. Em ofício encaminhado ao Ministro Alexandre Padilha e ao Deputado Federal Rogério Correia, foi apresentado o cenário de gravidade da saúde municipal e solicitadas informações sobre a evolução e os critérios dos repasses federais destinados a Ipatinga. A iniciativa busca não apenas compreender a situação do financiamento, mas também dar ciência ao Governo Federal sobre a realidade enfrentada pela população e subsidiar a adoção das medidas que se mostrarem necessárias.
FINANCIAMENTO
A iniciativa ocorre também diante do debate sobre o financiamento da saúde. Após o município atribuir parte das dificuldades financeiras da área à necessidade de custeio, com recursos próprios, de procedimentos de média e alta complexidade, o Ministério da Saúde afirmou que os repasses federais destinados a Ipatinga vinham sendo realizados regularmente e apontou crescimento dos valores transferidos nos últimos anos. Diante das versões apresentadas, o mandato entendeu que era importante também fornecer um panorama mais aprofundado da realidade local, a fim, inclusive, de viabilizar a fiscalização das transferências feitas pelo Governo Federal.
PLANEJAMENTO E SOLUÇÃO
Depois de fiscalizar, ouvir a população e levar as demandas às instituições competentes, Cida Lima exige que o prefeito Gustavo Morais Nunes e o Secretário Municipal de Saúde, Allan Diego Falci apresentem Plano de Trabalho para enfrentar a situação da saúde municipal.
A proposta é que a Prefeitura apresente à sociedade um diagnóstico dos principais problemas, suas causas e, principalmente, quais medidas serão adotadas para enfrentá-los. O documento solicita que o plano estabeleça ações, prioridades, cronograma de execução, responsáveis e medidas concretas para a superação da crise.
Para Cida Lima, o momento exige que o debate avance na identificação dos problemas para a construção de soluções.
“A população está denunciando, os usuários e os profissionais estão relatando os inúmeros problemas enfrentados e o mandato está ouvindo e fiscalizando. Agora precisamos saber o que o prefeito vai fazer. É hora de trabalhar, planejar e apresentar um caminho concreto para a saúde de Ipatinga. A população não precisa de desculpas; precisa de atendimento, transparência e soluções.”
FUNÇÃO FISCALIZADORA
A vereadora destaca que a cobrança não pretende substituir o papel do Executivo, mas exercer a função fiscalizatória do Legislativo e contribuir para que os problemas sejam enfrentados. Ressalta, ainda, a necessidade de atuação coordenada e transparente e manifesta disposição para contribuir com a construção de soluções.
“Nós vamos continuar nas ruas, ouvindo a população, fiscalizando os serviços e cobrando respostas. Mas, neste momento, é fundamental que a Prefeitura apresente um Plano de Trabalho e mostre à população quais são as prioridades, os prazos e as medidas que serão adotadas. Saúde é direito e precisa ser tratada com planejamento e responsabilidade.”
A expectativa de Cida Lima é que as cobranças resultem em medidas capazes de melhorar o acesso da população aos serviços públicos de saúde, bem como promover melhores condições de trabalho para os profissionais que atuam na rede.



