Movimento tenta reverter resultado eleitoral do 1º turno e garantir as conquistas e avanços históricos dos trabalhadores e da sociedade
IPATINGA – “Ei, olha pra cá. Estou aqui pro seu filho estudar!” Esta foi uma das palavras de ordem da juventude, que neste sábado (10/10), saiu às ruas de Ipatinga para se manifestar em defesa da democracia e da vitória de Lula no segundo turno das eleições presidenciais.
A manifestação reuniu representantes de diversos segmentos organizados da juventude, a exemplo de outros atos que vem ganhando as ruas do País na tentativa de reverter o cenário eleitoral do primeiro turno, que deu vitória ao candidato da extrema direita Flávio Bolsonaro.

RESISTÊNCIA
Durante o ato deste sábado, os jovens alertaram para os riscos de perdas de direitos históricos conquistados pelos trabalhadores, pela juventude e pelos idosos, entre os quais, a própria democracia.
Segundo Layla Moreira, da Juventude Petista, “sair às ruas neste momento em que se disputa o segundo turno das eleições é algo fundamental para reverter o resultado do primeiro turno, principalmente por parte da juventude, que será duramente penalizada pelas reformas que a extrema direita quer implementar”.

FIM DE DIREITOS
Entre as propostas do plano de governo do candidato da extrema direita estão a redução da maioridade penal, a implantação de escolas militares, a precarização do trabalho e a transformação dos estudantes em meras “peças de reposição” do mercado de trabalho, entre outras pautas combatidas pela juventude.
O fascismo também quer reformar a legislação trabalhista, acabando com direitos consagrados pela CLT e pela Constituição. Além de propor o congelamento de salários, negociação desigual e injusta entre patrões e trabalhadores, redução do reajuste do Salário Mínimo e aumento do tempo para aposentadoria, entre outras mudanças nefastas para o povo e os trabalhadores.

JUVENTUDE E TRANSFORMAÇÃO
Segundo Layla, é necessário defender as conquistas e direitos obtidos ao longo de muitos anos e que foram resultado das lutas da juventude e do movimento estudantil. “Sem juventude não há transformação”, sentenciou.
Já Matheus Bragança, do Movimento Camponês Popular, o ato foi um movimento pautado pela juventude.
“Foi a juventude que derrotou a ditadura militar; que garantiu o controle sobre o petróleo brasileiro com a Campanha ‘O Petróleo é Nosso”; que reagiu ao negacionismo bolsonarismo responsável pela morte de milhares de pessoas durante a pandemia. Por isso, é fundamental tomar as praças e garantir a vitória de Lula no segundo turno”, afirmou.
Além da juventude, a “velha guarda” da esquerda do Vale do Aço reforçou o movimento deste sábado, prometendo resistir contra o avanço do fascismo no Brasil e lutar pela vitória de Lula no segundo turno.




