segunda-feira, julho 6, 2026
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HMC realiza pela 1ª vez ablação de fibrilação atrial com mapeamento eletroanatômico

Procedimento minimamente invasivo é avanço no tratamento das arritmias cardíacas

IPATIGNA – O Hospital Márcio Cunha (HMC) deu mais um importante passo na ampliação da assistência em alta complexidade ao realizar, pela primeira vez, procedimentos de ablação de fibrilação atrial utilizando o método de mapeamento eletroanatômico. Ao todo, quatro pacientes foram submetidos à técnica, minimamente invasiva, que representa um avanço no tratamento das arritmias cardíacas.

A implantação da tecnologia contou com o apoio do médico preceptor, Dr. Marcos França, do Centro de Tratamento de Arritimias. responsável por acompanhar e treinar a equipe do HMC durante a realização dos procedimentos, consolidando a capacitação dos profissionais para a utilização da nova técnica.

EQUIPE

Os procedimentos foram conduzidos pelos médicos cardiologistas e eletrofisiologistas do Hospital Márcio Cunha, Dr. Raphael Diniz e Dra. Thatiane Olivier Ticom. Participaram do procedimento, o anestesiologista, Dr. Lucas Etiene, o residente em anestesiologia Igor Melo, os técnicos de enfermagem, Francielle Amarinho, João Santana, Luiz Gustavo, Tatiane Souza e Viviane Barbosa, juntamente com a equipe da Syncrony Heart, composta por Rodrigo Nunes, Altemir Otoni e Denílson de Paula.

PRECISÃO

Segundo o Dr. Raphael Diniz, o método eletroanatômico oferece maior precisão durante a intervenção. “Essa tecnologia veio para auxiliar na realização da ablação de diversas arritmias. Ela utiliza um mapeamento tridimensional em tempo real do coração, integrando a imagem com os sinais elétricos captados durante o procedimento. Com isso, é possível formar uma representação em três dimensões no computador, que orienta o médico com muito mais precisão”, explica.

De acordo com o especialista, a inovação proporciona benefícios importantes, tanto para a equipe médica quanto para os pacientes. “O mapeamento eletroanatômico permite realizar a ablação com mais eficiência, segurança e melhor resolutividade, aumentando as chances de sucesso do tratamento e proporcionando melhores resultados clínicos”, destaca.

VISUALIZAÇÃO DETALHADA

A cardiologista eletrofisiologista do HMC, Dra. Thatiane Ticom, ressalta que a incorporação da tecnologia representa um importante avanço para a assistência cardiovascular oferecida pelo Hospital Márcio Cunha. “Essa tecnologia permite uma visualização muito mais detalhada da anatomia cardíaca e dos circuitos elétricos responsáveis pelas arritmias, tornando o procedimento mais preciso e seguro. Além disso, contribui para reduzir a exposição à radiação e aumenta a efetividade do tratamento, proporcionando mais qualidade de vida aos pacientes”, afirma.

O QUE É A FIBRILAÇÃO ATRIAL

A fibrilação atrial é a arritmia cardíaca sustentada mais comum na população e pode provocar sintomas como palpitações, falta de ar, cansaço, tontura e aumentar significativamente o risco de acidente vascular cerebral (AVC). A ablação é indicada para pacientes selecionados e consiste em eliminar, por meio de cateteres introduzidos pela circulação sanguínea, os focos responsáveis pela alteração do ritmo cardíaco, sem necessidade de cirurgia aberta.

Com a realização dos primeiros procedimentos utilizando o sistema de mapeamento eletroanatômico, o Hospital Márcio Cunha reforça seu compromisso com a inovação, a qualificação contínua das equipes e a oferta de tecnologias de ponta para o tratamento de doenças cardiovasculares, ampliando o acesso da população do Vale do Aço a terapias modernas e cada vez mais seguras.

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