quinta-feira, agosto 13, 2026
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Hibridus leva solos à 5ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ do Vale do Mucuri

Luciano Botelho apresenta os solos “Re-forma” e “Verzeih Mir” em Teófilo Otoni, na abertura da programação, dia 13 e 14 de agosto

IPATINGA – A dança contemporânea produzida no interior de Minas Gerais integra a programação da 5ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ do Vale do Mucuri, realizada pelo Instituto In-Cena e pelo coletivo LGBTudo, em Teófilo Otoni. Luciano Botelho, integrante do Hibridus Pontão de Cultura, apresenta dois solos em momentos distintos da programação: “Re-forma”, nesta quinta (13), às 19h, durante a abertura oficial do evento; e “Verzeih Mir (Me perdoe)”, no dia 14 de agosto, às 22h, durante a Noite de Performances com a LGBTudo. As duas atividades acontecem no Instituto In-Cena, com exibição de videodança antes dos espetáculos e roda de conversa após as apresentações.

As apresentações fazem parte do projeto “Trajetórias em Movimento”, contemplado pelo Edital nº 10/2024 – Circulação de Espetáculos, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura de Minas Gerais. Além de Teófilo Otoni, a circulação prevê atividades em Viçosa e Governador Valadares.

A proposta reúne dois momentos distintos da trajetória de Luciano Botelho e permite observar como algumas questões permanecem e se transformam no corpo do artista ao longo do tempo. Em “Re-forma”, criado com a colaboração e orientação do artista visual Marco Paulo Rolla, o corpo é confrontado com os padrões de beleza, juventude, eficiência e desejo estabelecidos socialmente. Refazer, reformar e trabalhar o corpo em que se vive e aquele em que se deseja viver tornam-se ações para questionar modelos de perfeição, uniformidade e pertencimento.

Já “Verzeih Mir”, expressão alemã que significa “me perdoe”, nasceu em Berlim, em 2014, durante uma residência de Luciano Botelho, e foi desenvolvido sob a direção do artista mineiro Chaim Gebber, radicado na Alemanha. O trabalho parte das impressões e experiências vividas pelo intérprete na cidade para investigar memória, deslocamento, identidade, desejo e os modos pelos quais o corpo negocia sua presença diante do outro.

A programação inclui ainda a exibição das videodanças “Aqui” e “…fora de todas as casas, de todas as lógicas”, obras que expandem para o audiovisual as pesquisas desenvolvidas por Luciano Botelho no campo da dança.

Realizada em parceria com o diretor e videomaker Léo Coessens, “Aqui” transforma o corpo em testemunha da memória e das mudanças da cidade. O filme percorre espaços históricos e afetivos de Ipatinga, como a Estação Memória Zeza Souto, o Pontilhão de Ferro, a Casa dos Ferroviários, o Parque Ipanema e o Teatro Zélia Olguin. Esses lugares aparecem como documentos vivos, atravessados por lembranças pessoais, disputas, ausências e formas coletivas de pertencimento. A obra foi selecionada, em 2025, para o Fiver – Festival Internacional de Cinema, Dança e Novas Mídias, realizado em Madri, na Espanha.

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