(*) Fernando Benedito Jr
Mais do que assinar um atestado de culpa do bandido que verdadeiramente é, a fuga de Flávio Bolsonaro do País é um ato de covardia que só gente mau caráter, enlameada até à alma e envolvida com todo tipo de crime, entre os quais lavagem de dinheiro, pode fazer. Ele não fugiu por perseguição política, porque está tristinho e deprimido com a derrota eleitoral, ou porque o Brasil não o mereça (aliás, é o contrário), como em breve, dirão seus apoiadores e aliados – aqueles mesmos ressentidos e plenos de complexo de vira-latas que idolatram os EUA, Israel e mais recentemente o Paraguai. Não. Fugiu porque é covarde. Sequer teve brio para agradecer os milhões de votos que recebeu de seus apoiadores.
E fugiu na madrugada depois de dizer que não o faria, mentindo como sempre, para juntar-se ao irmão Eduardo, a Donald Trump e à corriola golpista que opera desde Miami para continuar conspirando contra a democracia brasileira.
Ontem, depois que a Polícia Federal o intimou a entregar os passaportes, depois de posar de vítima e fazer o discurso da perseguição política, como sempre fazem, ele disse: “Eu nunca pensei em sair do País. Eu vou entregar os meus passaportes”.
Useiro e vezeiro na mentira, covarde e moleque, Flávio Bolsonaro fugiu, arregão que é.
E nem se despediu daqueles que enlamearam junto com ele.
(*) Fernando Benedito Jr. é editor do Diário Popular



