terça-feira, maio 19, 2026
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Casos de contaminação expõe vida e saúde da população

Produtos da Ypê, pelo de ratos em molho de tomate, suspensão da atorvastatina cálcica e rosuvastatina revelam falta de respeito e cuidado com o consumidor

(*) Fernando Benedito Jr.

A saúde humana está cada vez mais exposta a todo tipo de riscos. Não bastasse aqueles “normais”, como os acidentes de trânsito, domésticos, doenças, epidemias e pandemias, o consumidor tem que conviver com o risco de contaminação daqueles produtos que, teoricamente, seriam a cura. O detergente, por exemplo, importante na limpeza e higiene, que evita a proliferação de agentes contaminantes, ou os remédios, que seriam a cura propriamente dita viraram agentes de risco.

A presença da super bactéria Pseudomonas aeruginosa, presente nos produtos da Ypê utilizado por milhares de famílias brasileiras é um problema grave. Assim como o pelo de rato, transmissor do Hantavírus, no molho de tomate.     

Agora, a bola da vez são os medicamentos atorvastatina cálcica e rosuvastatina cálcica, produzidos pela empresa Cimed Industria S.A., que passam por processo de recolhimento voluntário iniciado pela empresa.

A medida é referente ao lote 2424299 de atorvastatina cálcica 40 mg e ao mesmo lote (2424299) de rosuvastatina cálcica 20 mg.

Além disso, o medicamento fosfato dissodico de dexametasona 4 mg/ml solução injetável (caixa com 50) passa por processo de recolhimento voluntário iniciado pela empresa Hypofarma – Instituto de Hypodermia e Farmácia LTDA. A medida é referente ao lote 25091566.

No caso dos produtos Ypê, a bactéria Pseudomonas aeruginosa, é resistente a antibióticos e pode causar uma série de problemas em pessoas imunocomprometidas, desde infecção urinária até infecção respiratória em pessoas com problemas crônicos de pulmão, como enfisema, ou em pessoas submetidas a tratamento com cateter na veia.

Aí, a super bactéria causa a doença e o cidadão vai tomar o remédio para curar a doença e morre.

A contaminação física (corpos estranhos nos alimentos), química (provocada pela manipulação de composições, ingredientes e matéria-prima contaminada ou adulterada) ou cruzada (falhas na manipulação de alimentos em superfícies contaminadas, por exemplo), são em essência, uma falta de cuidado e de respeito com o consumidor, com sua saúde e sua vida. A Anvisa tem feito um bom trabalho, mas é bem provável que sua estrutura funcional seja incapaz de verificar tudo quanto acontece na produção de medicamentos e alimentos pelo País afora. A sucessão de denúncias e fatos deixa claro essa assertiva. Por mais que existam diretrizes, regras, leis, procedimentos padrão, etc, aos produtores interessa vender, colocar os produtos no mercado ao menor custo e com a maior lucratividade possível.

O caso não é só de vigilância sanitária, mas de consciência. Neste sentido, os municípios também precisam agir e contribuir mais para preservar a saúde e a vida das pessoas.

(*) Fernando Benedito Jr. é editor do Diário Popular

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