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Polêmica dominou a campanha e Quintão chamou adversários de mentirosos

Quintão durante entrevista à emissora regional de TV  disse que a candidatura estava redondinha, para fazer uma campanha redondinha e um governo de excelência: não estava

 IPATINGA – A polêmica em torno da inelegebilidade ou não de Sebastião Quintão dominou a campanha eleitoral deste ano em Ipatinga. Além de ser tema recorrente nos debates, evidenciou-se na disputa pelos votos e no corpo a corpo com os eleitores da cidade. Quintão passou grande parte da campanha explicando que sua candidatura não tinha qualquer problema. Nas coletivas de imprensa chegou a exibir uma série de certidões negativas para atestar que sua candidatura não tinha impedimento e foi taxativo ao afirmar que seus adversários eram mentirosos ao questionarem sua elegebilidade.

GENEROSIDADE

Embora na dúvida, o eleitorado de Ipatinga foi generoso com Quintão. Se foi um voto de protesto, uma reação anti-política, um voto em “qualquer coisa” ou uma manifestação de absoluta despolitização do eleitorado, o fato é que dos 183.169 votantes de Ipatinga, 144.826 compareceram às urnas (uma quebra de quase 20%) e, destes, 68.810 votaram em Sebastião Quintão. Uma votação generosa e, conforme se constata agora, equivocada – porque desperdiçada.

O Tribunal Regional Eleitoral deverá marcar novas eleições na cidade, que será conduzida sob o governo de um prefeito biônico. Enquanto isso, o município fica em situação de instabilidade política que pode ser culpa de Quintão, ao insistir em se manter no pleito mesmo sabendo que corria risco (e tanto foi assim que cogitou a possibilidade de ser substituído pela deputada Rosângela Reis, caso tivesse a candidatura cassada pela Justiça Eleitoral da cidade – e ainda aproveitou para fazer constar sua dúvida na ata de registro de candidatura).

Mas também é culpa de um eleitorado despolitizado e incapaz de compreender e avaliar os bastidores da política que acontece sob seu nariz. Seria injusto também não atribuir parcela de culpa à Justiça Eleitoral, que não unifica os entendimentos sobre o tema, criando uma embaraçosa situação para os municípios, já às voltas com crises de todo tipo.

 

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