Cidades

Imóvel abandonado causa insegurança no bairro Areal

Moradores e estudantes que transitam pelo local não se sentem seguros e reclamam da pouca iluminação existente, além do acúmulo de entulho    (Foto: Nadieli Satlher)

 

IPATINGA – Os moradores dos bairros Imbaúbas, Areal e Bom Retiro estão temerosos que andarilhos e usuários de drogas se apoderem de um imóvel situado na avenida Fernando de Noronha, ao lado da sede do Sindipa, que se encontra abandonado.
Anteriormente estruturado para o funcionamento de um bar, a edificação não possui portas e janelas capazes de dificultar o acesso de pessoas mal intencionadas. Depois que o proprietário fechou o estabelecimento, ele providenciou apenas uma cerca de arame para tentar isolar a área.
A insegurança aumenta no período noturno, quando vários estudantes e universitários transitam pelo local. Ao lado do imóvel abandonado, existe uma escola estadual que atende a alunos fora da idade escolar.
De acordo com o tenente Cleudes, responsável pelo patrulhamento nos bairros adjacentes ao imóvel abandonado, o assunto foi levantado inicialmente em reunião do Consep 5.
“Não tivemos nenhum registro de assalto ou furto cometido naquela área. Se houve, a Polícia Militar não foi acionada. Mas o local é ermo, escuro e tem ficado muito sujo. O isolamento colocado não é suficiente para coibir o uso de drogas ou crimes diversos”, informou o militar.
Também preocupado com medidas para resolver a situação do imóvel, o vereador Dário Teixeira (PT) pediu à Administração Municipal providências a fim de minimizar a insegurança.

MEDO
“Faz bastante tempo que o imóvel se encontra abandonado. Depois de já ter sido instalado ali supermercado, igreja, cinema e um bar, hoje a área ficou desocupada. É de conhecimento de todos que existem várias faculdades no bairro Bom Retiro, inclusive uma escola ao lado do imóvel. Várias pessoas passam por ali à noite”, considerou o parlamentar.
Após as reclamações terem chegado ao conhecimento do proprietário, foi providenciada uma cerca de arame para o local. Contudo, pelo fato de o material ser frágil ainda faz persistir a ameaça de invasão.
“O abandono do imóvel pode encorajar pessoas a fazerem mau uso. Tentaram fazer um paliativo, uma cerca, mas aparentemente não está funcionando. Então essa preocupação continua na comunidade. Precisa da Prefeitura ter uma atenção especial com aquele imóvel, porque hoje o consumo de drogas, infelizmente, traz as pessoas para esse tipo de local, onde tenha um esconderijo, e com isso as pessoas de bem têm dificuldade de transitar por ali”, avaliou.

PMI
Confira na íntegra nota enviada pela PMI: “O Capítulo III, do Título II, da Lei 375, de 02/05/72, prevê aplicação de multa e interdição para quem mantém imóveis em má situação de conservação. Ficais do Departamento de Controle e Uso do Solo, da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) de Ipatinga já foram à localidade para fiscalizá-la. O proprietário foi autuado várias vezes por diferentes infrações. A Prefeitura esclarece ainda que nova investida a fim de sanar o problema será realizada nos próximos dias”.


O entulho também estimula o acúmulo de água, podendo ocorrer focos de dengue no período das chuvas

 

Comunidade pede mais policiamento
Ipatinga
– Além de providências quanto ao imóvel, a comunidade deseja o reforço no policiamento nos bairros pertencentes ao Consep 5, pois tem havido vários arrombamentos e assaltos em residências.
Para o presidente do Consep, José Lameira, a culpa da pouca segurança é do governo estadual, que deveria prover os batalhões e quartéis de mais efetivo.
“A culpa não é da Polícia Militar. Aliás, eles fazem milagre com as condições que possuem, pois para uma população de 200 mil habitantes, os policiais são poucos”, opinou.
Outro ponto a ser levado em consideração é o acúmulo de entulho. Quando chove, a água empoça nos restos de construção civil, o que pode gerar focos de dengue.


“É de conhecimento de todos que existem várias faculdades no bairro Bom Retiro, inclusive uma escola ao lado do imóvel. Várias pessoas passam por ali à noite”.
Do vereador Dário Teixeira, que solicitou providências à Administração Municipal

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