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Hidratação é fundamental para a saúde da gestante e do bebê

O leite materno oferece ao bebê, até os seis meses de idade, quantidade de água suficiente para sua hidratação

 

BH – Na semana passada, no dia 22 (quinta-feira), comemorou-se o Dia Mundial da Água. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) preparou algumas dicas para alertar as mamães sobre a importância da hidratação, tendo em vista que a água é fundamental para a vida, porque compõe aproximadamente 60 a 70% do corpo humano, sendo essencial para o funcionamento adequado do organismo.
De acordo com a nutricionista da SES, Joyce Xavier, as crianças necessitam repor líquidos mais cedo e com maior frequência. “As crianças normalmente não tomam instintivamente a quantidade suficiente de líquidos para repor a água perdida, é importante que o adulto fique atento. É fundamental lembrar às mães que elas também não podem descuidar de sua própria hidratação”, explicou.
Diariamente nosso corpo perde água de diversas formas: pela urina, fezes, transpiração e processo respiratório. Conforme Joyce Xavier, se essas perdas diárias não forem repostas, pode ocorrer a desidratação, que em casos extremos pode ser fatal. Os primeiros sintomas da desidratação são: dores de cabeça, fadiga e desempenho físico e mental reduzidos. Por outro lado, o consumo excessivo de água pode causar hiponatremia (diminuição dos níveis sanguíneos de sódio).

REFORÇO NA GRAVIDEZ

Alguns fatores aumentam a necessidade de água do nosso organismo. Na gravidez, por exemplo, a água é de fundamental importância para a formação do líquido amniótico e o aumento no volume de sangue e também para atender às necessidades do feto em desenvolvimento.
A amamentação também constitui um fator que aumenta a necessidade de água. O leite é composto de 87% de água, sendo sua produção dependente da ingestão adequada de líquidos. Um bebê que é amamentado não necessita de água, chá ou suco. O leite materno oferece ao bebê, até os seis meses de idade, quantidade de água suficiente para sua hidratação.
Lembrando que a criança ao nascer é constituída de aproximadamente 79% de água, de 70 a 75% nas primeiras semanas de vida e, no primeiro ano de vida, atinge de 60 a 65%. Como o estômago e intestino do bebê até os seis meses de vida ainda estão imaturos, mesmo uma “inocente” água pode provocar diarreia e vômitos, aumentando as chances de desidratação. Por isso, nessa etapa da amamentação, quem precisa de muita água para garantir a quantidade de nutrientes suficientes para o leite materno é a mamãe.
Para os bebês que já passaram dos seis meses e estão se alimentando de outros alimentos, a oferta de água é extremamente necessária para hidratá-los. Por isso, é importante oferecer água quando a criança estiver acordada. Deve-se aumentar a oferta de líquidos nos dias quentes e quando o bebê estiver com febre. Crianças precisam mais de água do que um adulto, pois são mais suscetíveis ao estresse por calor já que possuem pouca massa corporal e com isso absorvem mais calor. Também tem uma menor capacidade de suar que os adultos, tendo assim menos capacidade de dissipar o calor do corpo.
“A água se faz necessária para o crescimento das crianças e para o melhor funcionamento do organismo, melhorando as funções dos rins, bexiga e intestino. As frutas, sucos, legumes e verduras também são fontes de água para o corpo humano. Mas as crianças devem beber pelo menos quatro copos com água fervida ou filtrada para garantir a harmonia do seu corpo”, completa a nutricionista. Além disso, a boa hidratação da criança previne a prisão de ventre, pois a água melhora o trânsito intestinal e umidifica as fezes.

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