Policia

Estado desconhece situação precária do IML de Ipatinga

A situação do IML é precária e um desrespeito aos mortos e seus familiares, mas Estado alega desconhecer os problemas

 

IPATINGA – Criado no ano de 1992, o Instituto Médico Legal (IML) de Ipatinga nunca recebeu nenhuma reforma em sua estrutura física por parte do governo do Estado. De lá pra cá somente as paredes receberam novas pinturas, mesmo assim, com tinta doada e pintores cedidos pela Prefeitura Municipal de Ipatinga.
A pior situação está nas salas de necropsia. Uma delas – que é própria para realização de exames cadavéricos – está inutilizada. Isto porque, segundo os funcionários, a estrutura física do chão da sala não é adequada para a realização dos trabalhos.

DESRESPEITO
“Quando a gente realiza a necropsia, utilizamos muita água, e nesta sala, que deveria ser a correta, não tem por onde a água escoar”, disse um dos funcionários que pediu para não ser identificado.
Por causa disso, outra sala (bem menor que a construída pelo Estado) é utilizada para fazer os exames nos corpos. O cômodo só recebeu azulejos nas paredes porque um funcionário se disponibilizou a doar os materiais. A reportagem do DIÁRIO POPULAR diariamente vai ao IML e constantemente se depara com cenas dantescas.
Em dias de intensa movimentação na sala de necropsia, não existe lugar adequado para colocar os cadáveres. Eles ficam espalhados em mesas de espera. Parte das luvas usadas pelos auxiliares de necropsia está com a data vencida. Elas são doadas pelos hospitais e farmácias quando não podem ser mais utilizadas. Do lado de fora da sala, um tanque cheio de roupas para serem lavadas. Parte é jogada fora, outra; quando há tempo, os próprios funcionários do IML lavam, isso porque não existe um auxiliar de serviços gerais no Instituto.

DESCONHECIMENTO

A chefe-adjunta da Polícia Civil do Estado, Maria de Lourdes Camile, disse que de imediato não é possível resolver os problemas do IML de Ipatinga. Ela afirmou que o Estado não tem orçamento para realizar as melhorias. “Teria que ser feita a programação orçamentária no ano passado, para fazer execução de obras este ano”, explica a chefe, acrescentando desconhecer os problemas do IML de Ipatinga. “Esta demanda tem que vir para nós, para que nós possamos fazer um diagnóstico técnico e tentar colocar no orçamento do ano que vem para execução de 2013 ou 2014”, conclui.

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