Cultura

A história de Cristo no teatro

O elenco é composto por jovens que participaram das oficinas oferecidas pelo projeto

 

(Da Redação) – Os jovens de Açucena, Belo Oriente e Braúnas contemplados pelo projeto “Interferências Cênicas – Curto-Circuito Vale do Rio Doce e Região do Aço” com oficinas de iniciação teatral e expressão corporal terão a oportunidade de mostrar o que aprenderam ao público regional nesta sexta-feira (6), encenando a tradicional peça cristã “A Paixão de Cristo”. A primeira apresentação será às 18h, na área de festas e eventos de Açucena. Logo depois, às 19h, a peça será encenada na Praça da Estação, no Centro de Coronel Fabriciano. Fechando a noite, a montagem será realizada no Parque da Codestra, em Cachoeira Escura, às 21h. A entrada é franca.
Tradicionalmente encenada em diversas cidades brasileiras, centenas de cristãos acompanham a programação da Semana Santa.
De acordo com Gilson Magno, um dos diretores do espetáculo, os jovens estão envolvidos com o projeto, além da receptividade e a abertura para novos conhecimentos e linguagens. “No elenco temos jovens, adultos, pessoas que fizeram teatro e pessoas que nunca tiveram a oportunidade de vivenciar o teatro. Na verdade, quem ganha é a comunidade, pois as pessoas vão descobrindo seus talentos, suas potencialidades, seja a música, a culinária, a dança e agora vivenciando o teatro. Nosso papel é de diálogo, buscamos fazer um teatro dialógico, aprimorando e recriando coletivamente por meio de técnicas para agregar valores e talentos”, comentou. Além de Gilson, os trabalhos também foram coordenados por Roberto Yokel e Luciana Santos. O texto e a dramaturgia são de Frederico Stein.
Ainda de acordo com Gilson, a coincidência do final das oficinas com as festividades da Semana Santa foi oportuna. “Encenar a Paixão de Cristo é uma forma de reviver um momento histórico e despertar uma reflexão nas pessoas, pois reviver a história de Jesus Cristo em forma de teatro desperta nas pessoas uma grande identificação, um momento que dialoga com a fé, com a cultura, com a memória. A magia do teatro é uma das formas de arte que fala direto ao coração do ser humano”, conclui o professor.

O PROPONENTE
De acordo com o idealizador do projeto, “há algum tempo já realizo este trabalho de mediação entre a arte e a comunidade. Esse projeto, especificamente, tem essa preocupação em levar cursos de arte a pessoas e lugares que nunca tiveram oportunidade de receber atividades assim. Estamos descobrindo outro tipo de público. Um monte de gente bacana e carinhosa que, infelizmente, estava descontextualizada das questões culturais do Vale do Aço. Atuando nessas regiões percebemos o quanto as pessoas gostam de participar dos trabalhos, apenas falta oportunidade”, observou Ricardo Maia. O produtor cultural, iluminador e diretor teatral promove trabalhos como este desde o final da década de 70.

SAIBA MAIS
Ao longo dos últimos quatro anos o projeto Interferências Cênicas realizou diversas oficinas, cursos e atividades no Vale do Aço e em cidades vizinhas. Iniciação teatral, interpretação para novos atores e dança para crianças e jovens são apenas alguns dos cursos oferecidos. Foi a primeira vez em que municípios como Açucena, Belo Oriente e Cachoeira Escura receberam oficinas de capacitação na área teatral e de dança. Todos os cursos são gratuitos e oferecem certificado aos participantes.
Outras informações sobre o projeto podem ser obtidas pelo telefone (31) 8868-7128 ou pelo endereço eletrônico interferenciascenicas@gmail.com.
O projeto recebe o patrocínio da Usiminas, além do apoio do Governo de Minas, Secretaria de Cultura do Governo de Minas, Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Usicultura, Cenibra, Instituto Cenibra, Prefeitura de Açucena e Prefeitura de Belo Oriente.

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