IPATINGA – Após circular por seis estados brasileiros e receber o Prêmio Shell 2026 (Melhor Iluminação), além de indicações de Melhor Dramaturgia e Melhor Espetáculo (Prêmio APCA), um dos principais nomes do teatro mineiro está em circulação com seu novo trabalho, pelo interior de Minas Gerais.
No dia 24/10, sábado o Grupo Quatroloscinco Teatro do Comum (Belo Horizonte) chega a Ipatinga (MG) para apresentação de seu premiado “Velocidade” (Prêmio Shell) – espetáculo que também recebeu indicações ao Prêmio APCA (Melhor Espetáculo e Melhor Dramaturgia). Dirigido por Ítalo Laureano e pelo cineasta Ricardo Alves Júnior, com dramaturgia de Marcos Coletta e Assis Benevenuto, a peça reflete de forma poética sobre a efemeridade da vida e a rapidez dos tempos. A companhia faz duas apresentações no mesmo dia, às 18h e às 20h, no Espaço Hibridus Ponto de Cultura (Centro). A sessão das 20h será seguida de bate-papo e conta com interpretação em Libras.
OFICINA
Além das apresentações, o grupo promove na cidade a oficina “Práticas de um Teatro do Comum” que acontece no dia 24/10, das 8h às 12h, na Escola Municipal de Artes Cênicas Antônio Roberto Guarnieri. Para retirar o ingresso gratuito do espetáculo ou para se inscrever na oficina, basta acessar o site www.quatroloscinco.com.
Fundado em 2007, o Grupo Quatroloscinco é hoje um dos principais nomes do teatro mineiro, com dez espetáculos apresentados em 21 estados do Brasil, além de Cuba, Uruguai e Argentina.
CIRCULAÇÃO
Após Ipatinga, nos próximos meses, a companhia mineira também levará “Velocidade”, pela primeira vez, a Governador Valadares, Uberaba e Uberlândia. As sessões também contam com intérprete de Libras e bate-papo aberto ao público.
O ESPETÁCULO
Como subverter o tempo e a velocidade das coisas a partir da arte? Essa reflexão, encontrada no texto “Notas sobre os doentes de velocidade”, da autora mexicana Vivian Abenshushan, se tornou o ponto de partida para o novo espetáculo do grupo. “Vivian discorre sobre a sociedade contemporânea, que tem estabelecido uma relação patológica com o tempo. Ela diz que a literatura e as artes são máquinas de desacelerar o tempo. Percebemos que a metáfora encaixava bem com o que queríamos dizer enquanto coletivo, neste momento da nossa trajetória”, conta Marcos Coletta, ator e dramaturgo.
Durante as pesquisas, o grupo dialogou com outras referências, como o “Oráculo da Noite” do Sidarta Ribeiro, a música e os clipes da Laurie Anderson, textos de Paul Preciado e o filme “Poesia Sem Fim” de Alejandro Jodorowsky. “Também mergulhamos nos nossos sonhos pessoais e criamos uma dramaturgia que consideramos um livro-sonho-poema: não nos prendemos a uma história linear ou à lógica dramática. É uma peça mais onírica, poética, onde brincamos de acelerar e dilatar o tempo. Imagens que vêm e vão, rastros de memória, lapsos de imagens que aparecem, memórias inventadas, memórias reais”, explica.
SERVIÇO
Espetáculo “Velocidade”
24/10, sábado – duas sessões: 18h e 20h (sessão com acessibilidade em libras, seguida de bate-papo)
Local: Espaço Hibridus Ponto de Cultura
R. Vinte e oito de abril, 621 – Centro / Ipatinga (MG).
Entrada gratuita mediante retirada pelo www.quatroloscinco.com
Oficina “Práticas de um Teatro do Comum”
24/10, sábado – 8h às 12h
Local: Escola Municipal de Artes Cênicas Antônio Roberto Guarnieri
(R. Mariana, 119, 2º andar. Centro – Ipatinga)
Público-alvo: Atores, atrizes, artistas em formação e interessados em criação cênica (a partir de 16 anos).



