terça-feira, setembro 29, 2026
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Dia Mundial do Coração reforça importância da prevenção e dos cuidados com a saúde cardiovascular

Avanços no tratamento de fatores de risco, incluindo o uso de medicamentos ampliam as possibilidades de proteção do coração

IPATINGA – No dia 29 de setembro, o mundo volta as atenções para um dos órgãos mais importantes do corpo humano. O Dia Mundial do Coração é uma oportunidade para reforçar que a saúde cardiovascular é construída diariamente, por meio da prevenção, do acompanhamento médico e do controle dos principais fatores de risco.

Em 2026, as doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte no mundo, por isso a campanha da Federação Mundial do Coração traz como mensagem “Don’t Miss a Beat” (“Não perca uma batida”), destacando a importância de reconhecer os sinais das doenças cardiovasculares e ampliar os cuidados com a saúde do coração.

ATITUDES

Para o cardiologista do Hospital Márcio Cunha, Dr. Renato Lott, cuidar do coração envolve uma série de atitudes que precisam fazer parte da rotina. “O Dia Mundial do Coração é um bom momento para lembrar uma coisa simples: a saúde do coração é construída todos os dias. Ela depende de escolhas como praticar atividade física, ter uma alimentação equilibrada, dormir bem, controlar o estresse e não fumar. Também passa por fazer consultas de rotina, manter bem controlados fatores como pressão alta, diabetes e colesterol”, destaca.

OBESIDADE

Entre os fatores que merecem atenção está o excesso de peso, que pode estar associado ao desenvolvimento ou agravamento de condições como hipertensão, diabetes e alterações do colesterol, aumentando o risco cardiovascular. Ao mesmo tempo, os avanços da medicina têm ampliado as possibilidades de tratamento e prevenção.

SEMAGLUTIDA

Um exemplo são os medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1, entre eles a semaglutida. Além dos efeitos sobre o controle do peso e do metabolismo, estudos clínicos demonstraram benefícios cardiovasculares em grupos específicos de pacientes. “Estudos mostram que, em alguns pacientes, conseguimos não apenas ajudar na perda de peso, mas também reduzir em até 20% o risco de infarto, derrame e outras complicações. Por isso, cuidar do peso também passou a ser parte importante do cuidado com o coração”, explica Dr. Renato.

O especialista ressalta, porém, que o tratamento precisa ser individualizado. Atualmente, esses remédios podem ser considerados para pessoas com IMC acima de 30 ou a partir de 27, quando já existem problemas associados ao excesso de peso. A indicação de medicamentos deve considerar as condições clínicas, os fatores de risco, as doenças associadas e os demais medicamentos utilizados pelo paciente. “O primeiro passo é fazer uma avaliação da saúde como um todo. É importante entender se já existem doenças associadas, como pressão alta, diabetes ou colesterol alterado, quais medicamentos a pessoa usa e quais são os possíveis benefícios e riscos de cada tipo de tratamento. A partir dessa avaliação médica é possível definir a melhor estratégia para cada paciente”, afirma.

CUIDADO INTEGRADO

A prevenção cardiovascular também passa pelo acompanhamento contínuo e pela integração entre diferentes áreas da saúde. No Hospital Márcio Cunha, esse cuidado pode envolver profissionais de diferentes especialidades, de acordo com as necessidades de cada paciente. “O objetivo é ter um tratamento integrado, individualizado e acompanhado ao longo do tempo. A obesidade é uma doença crônica e complexa e, quando precisa ser tratada, o objetivo não deve ser apenas perder peso, mas conseguir manter essa perda e reduzir os riscos para a saúde”, destaca o cardiologista.

HÁBITOS SAUDÁVEIS

Segundo Dr. Renato, os medicamentos não substituem os hábitos saudáveis. Alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado, controle da pressão arterial, diabetes e colesterol e o acompanhamento médico continuam sendo fundamentais para a proteção cardiovascular. “Essas medicações não são uma solução milagrosa e não substituem uma alimentação adequada, não substituem atividade física e o acompanhamento médico. Elas são uma ferramenta dentro de um tratamento mais completo”, reforça.

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