BH – O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais empossou seu novo presidente, o desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, nesta segunda-feira (8). Ele exercerá o cargo até junho de 2027. Nesse período, o vice-presidente e corregedor do TRE será o desembargador Sálvio Chaves. Os novos dirigentes terão a responsabilidade de conduzir as Eleições de 2026 no estado de Minas Gerais.
A solenidade de posse, realizada no teatro do Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, reuniu inúmeras autoridades, familiares e amigos dos dois magistrados, servidoras e servidores do Tribunal. Estavam presentes, entre outros, a ministra do STF, Cármen Lúcia; o governador de Minas Gerais, Mateus Simões; o senador Carlos Viana; ministros do STJ, Afrânio Vilela, e TST, Antônio Fabrício; o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião; presidentes de outros tribunais e representantes de outros órgãos públicos sediados em Belo Horizonte; ex-presidentes do TRE-MG; todos os integrantes da Corte Eleitoral mineira; juízas e juízes eleitorais; desembargadoras e desembargadores, juízas e juízes do Tribunal de Justiça de Minas Gerais; deputadas e deputados.
DISCURSO
Em seu discurso de posse, o desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga iniciou por afirmar que “recebo com a alma repleta de alegria e o sentimento de honra devassando o meu coração, a nobilíssima missão de presidir o Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Minas Gerais.”
Agradeceu aos familiares, “esteio maior da minha existência”, relembrando os primeiros ensinamentos recebidos dos seus pais, Paulo e Ivanilma (a mãe do novo presidente foi quem cantou o hino nacional brasileiro no evento). Relembrou e agradeceu todas as amizades construídas ao longo das comarcas por onde exerceu a magistratura.
DIREITOS E DEVERES
Disse, mais, que “a cidadania não pode se resumir a um conjunto de direitos, mas há que representar direitos e deveres. Exige participação, responsabilidade e compromisso com o bem comum. O amor ao país não se manifesta apenas em palavras ou símbolos. Ela se revela sobretudo na disposição de cada cidadão de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, livre e democrática.”
Quanto à Justiça Eleitoral, observou o seu papel relevante no país, consolidando-se como uma das mais respeitadas instituições da República. A sua atuação transcende a organização das eleições, pois “garante que a vontade popular seja livremente manifestada e fielmente respeitada”.
Prosseguiu afirmando que a administração pública contemporânea exige eficiência, planejamento, abertura ao diálogo, e exige, sobretudo, a compreensão de que toda atividade institucional deve estar voltada ao interesse público. “Ao assumir esta presidência, comprometo-me com uma gestão pautada na transparência, na responsabilidade administrativa e no permanente diálogo com a sociedade”, concluiu o dirigente.
Finalizou o seu discurso com o chamamento de todo o povo para que seja valorizada a democracia construída com esforço, com luta e com sacrifício. “Valorizemos, sobretudo, o mais fundamental dos direitos políticos em uma sociedade livre: o direito de escolher os seus legítimos representantes”.



