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Vigilância dá dicas para a compra e conservação de peixes

Fotos: Secom PMI

IPATINGA – Todos os anos, com a proximidade da sexta-feira da Paixão e da Páscoa, a procura por pescados aumenta no Brasil. Pensando nas pessoas que já garantiram o prato principal do feriado – e aqueles que ainda vão comprar o peixe –, a Vigilância Sanitária de Ipatinga preparou uma série de orientações sobre como escolher, conservar e preparar o pescado.

A gerente da Secção de Vigilância Sanitária da Prefeitura de Ipatinga, Andréa Serrat, explica que por ser alimento de fácil decomposição, o peixe exige cuidados especiais, principalmente na conservação pelo frio. “Os peixes devem ser mantidos sempre sob refrigeração, seja em freezer, geladeira ou caixa isotérmica. Se a opção for gelo, é importante que seja de água potável, na proporção de dois quilos de gelo para cada quilo de peixe”, detalha Serrat.

Observar a temperatura correta também é importante: peixe fresco deve ser mantido refrigerado em até quatro graus positivos (4°) e quando congelado, mantido abaixo de 12 graus negativos (-12°). Na hora da compra, verifique a presença do termômetro em equipamentos de refrigeração (geladeiras, balcões e freezers). “Esse equipamento é importante porque permite ao consumidor verificar a temperatura de conservação dos produtos”, pontua a gerente da Secção de Vigilância Sanitária.

O asseio também é fundamental. O vendedor deve usar luvas para manipular o peixe e o produto deve ser embalado em saco plástico transparente e limpo. “As regras de conservação e manipulação devem ser observadas tanto na hora de comprar, quanto em casa”, alerta Andrea Serrat.

SERVIÇO
Reclamações e denúncias também podem ser encaminhadas à Vigilância Sanitária do município, situada à Rua Juiz de Fora nº18, 4º andar, no Centro, ou pelo telefone (31) 3829-8778.



Andrea Serrat reforça que peixes devem ser mantidos sempre sob refrigeração e em locais higienizados

Vai comprar peixe? Saiba o que observar
Bacalhau

A escolha do bacalhau, peixe mais tradicional desta época, também requer cuidados especiais. Uma dica é observar o tamanho da cauda – ela ajuda a identificar a espécie. O tipo mais nobre, por exemplo, apresenta postas altas e largas e cor palha. Não só para o bacalhau, mas em todos os peixes salgados o consumidor deve verificar se produto está bem seco. Manchas escuras ou avermelhadas na camada de sal ou abaixo dela merecem atenção, porque indicam a presença de bactérias deteriorantes, portanto, o consumidor não deve comprá-lo ou consumi-lo.
Peixe fresco:

Tem aspecto brilhante, limpo, corpo rijo e firme e cor viva. As escamas devem ser aderentes e brilhantes e as guelras, úmidas, com coloração rosa a vermelho vivo. Os olhos devem ser brilhantes, preenchendo toda órbita e sem manhas.

Peixe estragado
Sem brilho, coberto com massa pegajosa. O corpo é mole e flácido e conserva os sinais dos dedos à pressão da carne. Os olhos são opacos, murchos com manchas no interior. As guelras apresentam cor acinzentada ou roxa. As escamas não têm brilho e caem ao menor contato. O odor também é característico.

Peixe embalado
Fique atento ao rótulo. Nele deve conter nome do produto, data de embalagem e validade, produtos eventualmente utilizados para conservação, temperatura de conservação, lote, peso bruto e líquido, nome e endereço da empresa processadora e carimbo do SIF (Serviço de Inspeção Federal). A embalagem deve estar íntegra e sem estufamento.

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