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SRS monitora bactéria do cólera em Ipatinga

FABRICIANO – A Vigilância Ambiental da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Coronel Fabriciano está desenvolvendo em Ipatinga a terceira etapa do monitoramento da bactéria Vibrio cholerae, causadora do cólera. Em Minas Gerais, o trabalho está sendo realizado em Belo Horizonte e cidades escolhidas como sub-sede para a Copa de 2014: Juiz de Fora, Montes Claros, Uberlândia e Varginha. Os últimos casos no Brasil foram notificados na cidade de São Bento do Una, em Pernambuco, entre 2004 e 2005 com 26 ocorrências.

AMOSTRAS

“Essa atividade é de grande importância, tendo em vista que o cólera já causou pandemias mundiais, fazendo milhares de vítimas. Recentemente, tivemos notícia de sua manifestação no Haiti, país onde houve grande fluxo de brasileiros nos últimos tempos”, avaliou Éder Silva, referência técnica de Vigilância Ambiental da SRS.

São implantadas mechas coletoras na rede de esgoto, que ficam expostas a fezes humanas e outros detritos. As amostras ficam acondicionadas durante quatro dias. Depois, elas são retiradas e expostas à substância reagente com meio de cultura e, em sequência, remetidas à Fundação Ezequiel Dias (Funed) para análise. O quarto ciclo de coleta será realizado no início de dezembro.

CASOS
De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 1996 e 2006 houve 12.332 ocorrências de cólera, sendo registrados 146 casos na região Norte, 11.705 no Nordeste, 13 no Sudeste, 467 no Sul e um caso na região Centro-Oeste. A doença é transmitida pela ingestão da água ou alimentos contaminados por fezes ou vômito de indivíduo portador da doença, sem o devido tratamento. Moscas e baratas podem transportar o vibrião.

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