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Quintão capricha na maquiagem da Maanaim para o 7 de Setembro

(*) Fernando Benedito Jr.

O prefeito Sebastião Quintão está caprichando na maquiagem da avenida Mannaim, a avenida Proibida, para sua reabertura no dia 7 de setembro, mais de seis meses depois de fechada com arroubos de grandiloqüente ignorância. Colocou placa denegrindo o governo anterior por ferir a Lei e “inaugurar obra inacabada”, colocou barreiras e monturos de terra nas entradas, tal e qual aquelas ideias trumpianas de muros e cercas para separar povos, limpou a área doando as manilhas inservíveis a um município vizinho e, de tabela, transformou a avenida numa cracolândia (que foi sua principal utilidade nos últimos seis meses).
Agora, feito os últimos retoques, numa data especial, o prefeito, finalmente, decide reabrir a via pública para o bem do povo, para a segurança do povo, para o rigozijo do povo e claro, do próprio alcaide, satisfeito com “sua” grande obra. Quintão e seu governo incompetente, até agora não deu conta de tocar uma única iniciativa própria. Ou continua fazendo as obras deixadas pelo governo anterior (antes tem de colocar um monte de defeitos, desmerecer e implodir para depois tentar assumir a paternidade) ou não faz nada.
Mas o que mais intriga é como alguém já saído em anos, experimentado pela vida, tem o despautério de vir a público tomando para si algo que não fez – portanto, não se discute aqui a paternidade, mas algo parecido com a ação de um padrasto ruim. Sequer menciona que a obra foi iniciada em outro governo, de Cecília Ferramenta que, com toda dificuldade, deixou a avenida em ponto de uso, ainda que sem guard-rail, grama e outros retoques já previstos no projeto original e devidamente pagos com recursos do povo.
Então, cometer este desatino, da forma que o prefeito Sebastião Quintão está fazendo, tentando a todo custo assumir a propriedade da obra, a ponto de proibir sua utilização durante mais de seis meses, esperando que o povo esquecesse quem de fato a fez, é de uma insensatez sem tamanho. Fazer as maquiagens seria possível em 2 ou 3 meses – um governo bom faria até em 1 mês –, agora, tentar passar a falsa idéia de que se trata de um projeto do atual governo, supera a expectativa, porque uma obra de tamanha envergadura que exige captação de recursos, projetos, desapropriações e intervenções, não se faz em seis meses. E achar que o povo é otário. Algumas pessoas são mesmo.
Mas, é isso aí. O importante é que até 2020 muita coisa pode acontecer e a população vai ter bastante tempo para refletir sobre a cidade que quer. Principalmente, sobre o governante que quer para a sua cidade. Já Quintão e seu governo, se não começar logo a desenvolver algo próprio, original e seu, pode não ter tanto tempo assim e terminar o governo sem uma marca mais relevante.

(*) Fernando Benedito Jr. é editor do Diário Popular.

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