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PDT de Ipatinga se encontra com Ciro Gomes durante convenção

IPATINGA – O presidente do PDT de Ipatinga, o historiador e jornalista, Sávio Tarso, juntamente com lideranças do partido local, se encontraram com o pré-candidato a presidente da República pelo PDT, Ciro Gomes. A reunião aconteceu na Câmara Municipal de Governador Valadares, onde o presidenciável participou da convenção municipal do partido.
Segundo Sávio, o PDT regional se sentiu muito honrado com a visita do Ciro no Leste de Minas. “Pudemos discutir com ele sobre a realidade local e regional, a atual conjuntura brasileira”. O jornalista enfatiza que este é o momento do povo se organizar, levantar suas bandeiras de luta contra as privatizações, que entregam nossas riquezas ao capital estrangeiro, contra a reforma da previdência, contra toda entrega dos bens e dos direitos dos brasileiros. “Nosso povo é guerreiro, altivo. Nesta hora, Ciro Gomes e o PDT estão convocando todos os setores progressistas da sociedade para reagir contra esse governo entreguista do Temer. Estamos muito ativos, nós também vamos realizar nossa convenção nos próximos meses. E tenho certeza de que o Vale do Aço e o Leste de Minas vai entender que Ciro Gomes é o candidato mais preparado, com um projeto para o Brasil”, sublinhou Sávio.

ENTREGUISMO

A convenção, coordenada pelo presidente estadual da sigla, deputado federal Mario Heringer, contou com a participação do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, de parlamentares, lideranças e militantes do Leste de Minas.
Carlos Lupi fez críticas ao governo Temer, enfatizando a extinção do monopólio estatal de mineração em região potencial de ouro e outros metais valiosos. “Quem tem direito de privatizar o solo brasileiro, a nossa história construída com o sacrifício dos nossos irmãos negros, índios alimentando a cobiça estrangeira?”, questionou.

BRIZOLA
O presidente do PDT nacional lembrou da sua trajetória no partido. “Vendendo jornal, conheci Brizola, um patriota legítimo, que amava os humildes. Aos invés de fazer pontes ligando pedaços de terra, o que era importante, ele optou por construir pontes do saber, do conhecimento, da educação de qualidade. Brizola é a minha referência”, disse.

PICARETA GOLPISTA
Em seu pronunciamento, Ciro Gomes referenciou nomes da política mineira, como JK, pelas mudanças empreendidas por ele e que impulsionaram o crescimento do Brasil, acentuando sua industrialização, e Itamar Franco, enfatizando sua importância na estabilização da economia brasileira a partir da criação do plano real.
Ciro falou sobre o fato de Temer se envolver em escândalo de propinas, segundo delações de executivos da JBS, da ordem de 500.000 reais, por meio de seu ex-assessor, em um momento que coincide com as investigações de crimes pela operação Lava-jato. “Não se trata de um episódio passado, quando a impunidade parecia ser o prêmio para qualquer mal feito. Mas falo de uma ação recente de um picareta que tomou a presidência por meio de um golpe de Estado”.

HUMILHAÇÃO
Ciro sublinhou que Minas está humilhada e sem ter como pagar seu funcionários, graças ao governo central que encastelou no poder uma quadrilha, jogando as consequências da Lei Kandir nas mãos de Minas.

DE VOLTA A 1910

O presidenciável enfatizou que o que vai virar a política no país será a ideia e o exemplo. “Compreendemos os fatos, tanto do ponto de vista político, quanto econômico. O Brasil está desindustrializado. Em 1980, o país tirava 13% de suas riquezas da indústria, e nós pagávamos as nossas contas. Agora, o Brasil voltou ao que era em 1910. Tiramos apenas 8% das nossas indústrias”, comparou.
Segundo Ciro Gomes, o Brasil parece ter desaprendido a produzir para atender as necessidades criadas a partir do mundo moderno, que requer celulares, computadores, remédios de terceira geração. “Estamos comprando tudo isso dos estrangeiros e pagando com minério de ferro, soja e petróleo baratos. Precisamos reindustrializar o Brasil, interromper esse caminho e não destruir o seu tecido de proteção social sacrificando idosos, pessoas mais frágeis, as mulheres em suas jornadas duplas de trabalho”, destacou.

HISTÓRIA PESSOAL
Ciro Gomes disse que não há expediente no mundo que sustente que os estrangeiros mais tiram que acrescentam, “o que não quer dizer que não precisemos de parcerias. Mas elas precisam ser subordinadas a um projeto nacional. É isso o que o PDT quer apresentar”.
O presidenciável encerrou seu discurso falando dos seus 38 anos de trajetória política, destacando sua atuação na elaboração do Plano Real, no tempo em que era Ministro da Fazenda. Ciro contabiliza dois mandatos de deputado estadual, foi prefeito de Fortaleza, governador do Ceará, Ministro da Integração Nacional e deputado federal. Em seguida, ele destacou “nunca respondi a um inquérito que fosse, nem para ser absolvido, o que era minha obrigação” e lançou o desafio para que as pessoas conheçam mais o PDT. “Assim, vocês vão ver que nosso partido está fora dos escândalos, não há citações de pedetistas nesses crimes que castigam o Brasil”.

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