Movimento acompanha votação do reajuste de 5,4% na Assembleia Legislativa
O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), a União Estadual de Estudantes, União Brasileira de Estudantes Secundaristas, organizações sindicais e movimentos sociais realizaram nesta quinta-feira (26/03) – último dia da greve por tempo determinado definida pela categoria – uma marcha saindo da Praça Raul Soares até a Assembleia Legislativa em BH, onde foi realizada a segunda votação do Projeto de Lei de revisão salarial de 5,4%. O índice, estabelecido pelo governo federal para reajuste do Piso Salarial Nacional, entretanto, não cobre a defasagem de 41,83% acumulada durante o governo Zema/Simões.

A LUTA SEGUE
Após a votação do reajuste em segundo turno, a coordenadora geral do Sind-UTE/MG, Denise de Paula Romano, disse que toda e qualquer vitória e conquista, “sejam elas maiores, menores, grandes, pequenas, ou gigantes, é sempre fruto da luta dos trabalhadores, das nossas mobilizações, das nossas denúncias”.
Ela lembrou que algumas reivindicações da categoria vêm sendo feitas há vários anos, sem qualquer resposta. “O governo ‘esqueceu’ do que nos deve anteriormente e manobrou pela rejeição das emendas em relação ao nosso Piso Salarial. O governo do estado de Minas Gerais, o governo Simões e Zema não tem o direito de comemorar ou de posar de bacana porque teve um reajuste de 5,4% ou por conta da nossa conquista da insalubridade para as Auxiliares de Serviços Básicos (ASBs). Há 8 anos que estamos nesta luta. O projeto de insalubridade para as ASBs, apresentado pela deputada Beatriz Cerqueira tramita há anos na Assembleia Legislativa. Mas o governo só dialoga com o funcionalismo quando é ano eleitoral. É um governo bissexto, que só faz política de 4 em 4 anos”, ironizou.
Denise Romano reiterou que toda e qualquer conquista na área educacional é resultado do “escancaramento da política de destruição que estamos vivendo há 7 anos aqui no estado de Minas Gerais”. E arrematou: “Só nós sabemos o que temos passado nos 7 anos deste governo, com o pior salário pago neste país, sem pagamento do Piso Salarial, nem proporcional, nem integral”.

LEILÃO DE ESCOLAS
O movimento liderado pelo Sind-UTE/MG também quer a suspensão do leilão de 95 escolas estaduais previsto para o próximo dia 30/03 na B3, em São Paulo.
O leilão, uma licitação internacional, no valor de cerca de R$ 5 bilhões, vai repassar à iniciativa privada a gestão terceirizada dos serviços de manutenção, limpeza e outras atividades não-pedagógicas.

O Sind-UTE, que já entrou com representação junto ao Tribunal de Contas do Estrado, com pedido de liminar urgente para a suspensão do leilão, afirma que a iniciativa do governo mineiro vai provocar a demissão de milhares de Auxiliares de Serviços Básicos (ASBs), precarizar os serviços e prejudicar a gestão democrática das escolas.
Outro aspecto denunciado pelo sindicato é a exposição de dados sensíveis de alunos e familiares, violando o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei Geral de Proteção de Dados, inclusive, com a possibilidade de expor dados e informações a interesses estrangeiros.



