terça-feira, março 17, 2026
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Sind-UTE/MG reafirma defesa de 41,83% de recomposição em Audiência na ALMG

Dados apresentados pela coordenadora-geral do Sind-UTE/MG demonstram que, ao abrir mão de quase R$ 100 bilhões devido às renúncias fiscais, governo deixou de investir mais de R$ 24 bilhões na educação

FOTO: A deputada estadual Beatriz Cerqueira e Denise de Paula Romano, coordenadora-geral do Sind-UTE/MG – CRÉDITO: Luiz Santana

BH – Durante audiência pública nesta terça-feira (17/3), trabalhadores representados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) reivindicaram a recomposição salarial de 41,83% para a educação básica.

Cumprindo o calendário de lutas previsto para esta semana, além da Audiência Pública realizada nesta terça (1/03) na ALMG, o Sind-UTE realizou ontem manifestação pelo reajuste salarial de 41,83% na Praça Sete, no centro de BH. O Sindicato também engrossou as fileiras da manifestação de estudantes do bairro Barreiro contra a privatização de escolas estaduais, cujo leilão está previsto para o próximo dia 25/03, na B3, em São Paulo.

AUDIÊNCIA NA ALMG

Em greve há duas semanas, servidores foram recebidos nesta terça-feira pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

O sindicato reafirmou durante a audiência o reajuste para todos os níveis e carreiras. Segundo representantes, o índice de 41,83% corresponde às perdas acumuladas entre 2019 e 2025. “É muito duro um processo de negociação que não acontece. Isso é violento e não pode ser normalizado”, desabafou a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano.

ESCOLHA POLÍTICA

Conforme dados que apresentou, em cerca de seis anos, a gestão de Romeu Zema (Novo) abdicou de quase R$ 100 bilhões em impostos por causa das renúncias fiscais. Assim, deixou de investir mais de R$ 24 bilhões na educação.

“A gente vive uma sangria por causa dessa escolha política de favorecer o mais forte em detrimento do povo, dos trabalhadores, avaliou Romano. A coordenadora alertou que essa situação desmotiva os profissionais a seguirem na carreira. “As pessoas estão preferindo rodar em aplicativos de transporte a dar aula. Isso não é um problema”.

Soniamara Maranho (representante da Coordenação Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens), Wallace Alves de Oliveira Silva (presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Meio Ambiente no Estado de Minas Gerais), Gláucia Cristina Pereira dos Santos Ribeiro (subsecretária de gestão de recursos humanos da Secretaria de Estado de Educação), Caio Magno Lima Campos (subsecretário de gestão de pessoas da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão – Seplag), Beatriz Cerqueira (deputada estadual PT/MG), Denise de Paula Romano (coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), Guilherme Carvalho Alves (diretor do Sindipetro – MG), Marina de Oliveira Costa (vice-presidente do Sindicato dos Servidores do Ipsemg – Sisipsemg), Jairo Nogueira Filho (presidente da Central Única dos Trabalhadores)

LEILÃO DE ESCOLAS

A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano, também criticou o leilão de 95 escolas estaduais previsto para acontecer no próximo dia 25, na B3, em São Paulo. As unidades estão distribuídas em 34 municípios mineiros e atendem aproximadamente 70 mil estudantes.

“É um acinte viver no Estado que paga os mais baixos salários para trabalhadores e profissionais da educação e um dos mais altos salários para governador, no Brasil”, apontou o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Luiz Fernando de Souza Oliveira. Ele frisou que além de não pagar o piso integral, o Executivo não paga o piso proporcional.

SEM NEGOCIAÇÃO

O debate ocorre em meio ao anúncio, pelo Governo de Minas, de um reajuste de 5,4% para todo funcionalismo público do Estado. De acordo com a nota oficial, a recomposição anunciada deve beneficiar cerca de 673 mil servidores ativos, inativos e pensionistas da administração direta e indireta do Estado, com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026.

“A gente chega a um nível de precarização tão estrutural que 5,4% não faz diferença”, disse a deputada Beatriz Cerqueira, presidenta da Comissão de Educação, que solicitou a audiência.

Ela mencionou distorções salariais e criticou a substituição de uma política de valorização dos profissionais da educação por mera estratégia de marketing.

Embora tenha reconhecido o esforço dos professores e anunciado novos concursos, a subsecretária de Gestão de Recursos Humanos da Secretaria de Estado de Educação, Gláucia Cristina Ribeiro, não se comprometeu com agenda de negociação.

“A gente busca trazer alternativas”, afirmou o subsecretário de Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Caio Campos. No entanto, ele também não garantiu data para que o Executivo receba líderes sindicais a fim de ouvir e avaliar as demandas.

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