domingo, janeiro 25, 2026
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“Rosebush Pruning”, novo filme de Karim Aïnouz é selecionado para o Festival de Berlim

BRASÍLIA – O cinema brasileiro segue em evidência no circuito internacional em 2026. A organização do Festival Internacional de Cinema de Berlim, também chamado de Berlinale, anunciou a seleção de “Rosebush Pruning”, novo longa-metragem do diretor cearense Karim Aïnouz, para a competição oficial da 76ª edição do festival, que ocorre entre 12 e 22 de fevereiro, na capital alemã. A escolha reforça a presença do Brasil entre os principais eventos do calendário audiovisual mundial.

Com trajetória frequente na Berlinale, Aïnouz retorna à competição com um projeto de alcance internacional, após passagens marcantes por grandes vitrines do cinema autoral. Em 2019, o cineasta venceu o prêmio Un Certain Regard, no Festival de Cannes, com “A Vida Invisível”, consolidando seu nome entre os realizadores brasileiros de maior projeção no exterior.

CINEMA DE INOVAÇÃO

“Estou feliz da vida de voltar ao Festival de Berlim, um festival visionário. O último filme meu que esteve em competição em Berlim foi Praia do Futuro, em 2014. É uma honra poder estrear novamente no Festival”, disse o diretor.

Aïnouz destacou que o festival aposta em um cinema de inovação, o que o torna uma vitrine perfeita para o filme, “que investe num afiado senso de humor, marcado pela transgressão e ousadia, valores que são sinônimos do próprio festival e da cidade de Berlim”.

“Estar ao lado dos filmes selecionados me deixa profundamente lisonjeado”, comemorou.

SÁTIRA

Com sinopse divulgada, mas ainda sem tradução em português, o filme é ambientado em uma mansão na Catalunha. Rosebush Pruning é descrito como uma sátira contemporânea sobre as contradições da família tradicional.

A trama acompanha quatro irmãos, que são herdeiros de uma fortuna que os mantém isolados do mundo exterior. Entre roupas de grife e conflitos afetivos, eles ignoram as demandas do pai cego até que a decisão do irmão mais velho de deixar a casa desencadeia uma espiral de revelações, mentiras e violência.

O roteiro é assinado por Efthimis Filippou, indicado ao Oscar por O Lagosta. A equipe criativa reúne profissionais premiados, como a figurinista indicada ao Oscar Bina Daigeler, o diretor de arte Rodrigo Martirena e a diretora de fotografia Hélène Louvart, colaboradora recorrente de Aïnouz.

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