As diligências resultaram na prisão de dois homens suspeitos de participação no esquema criminoso
IPATINGA – A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (6/3), a Operação Sanitas, com o objetivo de combater a comercialização ilegal de medicamentos de origem estrangeira sem registro no Brasil. A ação ocorreu em municípios da região do Vale do Aço, em Minas Gerais, e integra investigação que apura a introdução e a venda irregular do medicamento conhecido como tirzepatida, comercializado sob o nome Lipoless, produto de origem paraguaia sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
As investigações indicam a atuação de um grupo criminoso envolvido na importação clandestina e na comercialização de medicamentos emagrecedores contrabandeados do Paraguai, sem qualquer autorização legal para circulação no país. Além da ausência de registro nos órgãos reguladores brasileiros, há indícios de que os produtos eram armazenados e transportados sem condições adequadas de segurança sanitária, o que pode comprometer sua eficácia e representar riscos à saúde dos consumidores.
Durante a operação, foram cumpridas ordens judiciais em quatro locais distintos: dois no município de Ipatinga, um em Caratinga e outro em Coronel Fabriciano.
Além das prisões, a Justiça determinou o cumprimento de dois mandados de medidas cautelares diversas da prisão, tendo como alvos um homem e uma mulher que deverão cumprir determinações judiciais enquanto as investigações prosseguem.
Entre as medidas judiciais deferidas, também foi autorizado o sequestro de bens e de valores dos investigados, bem como o impedimento de utilização de redes sociais pelos alvos das medidas cautelares, com o objetivo de interromper a possível divulgação e a comercialização irregular dos medicamentos por meio de plataformas digitais.
Durante as diligências, policiais federais apreenderam aparelhos celulares e veículos de alto padrão. Os itens serão submetidos à análise pericial. As investigações continuam com o objetivo de identificar outros participantes do esquema e verificar o alcance da comercialização ilegal dos produtos. (Polícia Federal)



