BRASÍLIA – O ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (ainda no PSD) bateu o martelo e se filiará ao PSB nesta quarta-feira 1º, em Brasília. A expectativa em seu novo partido é que o senador anuncie sua candidatura ao governo de Minas Gerais, em uma aliança com o presidente Lula (PT).
Nos últimos dias, Pacheco consultou aliados sobre qual seria a legenda mais apropriada. Cogitou migrar para MDB ou União Brasil, mas o diretório do PSB daria mais segurança para disputar o Palácio Tiradentes, de acordo com interlocutores do senador.
PARTIDOS
Pacheco ingressou na política em 2014, quando disputou uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo então PMDB. Migrou para o DEM em 2018, mas desde 2021 integra as fileiras do PSD. Sua candidatura pelo atual partido não avançou, porém, porque Gilberto Kassab escalou o vice-governador Mateus Simões para concorrer à sucessão de Romeu Zema (Novo).
O senador é visto como uma figura competitiva por seu perfil moderado e pela boa relação com prefeitos de diferentes partidos, inclusive de direita. Do ponto de vista do Palácio do Planalto, Minas Gerais é considerada estratégica para a eleição presidencial, motivo pelo qual Lula e a cúpula do PT no estado insistem em Pacheco.
ALIANÇAS
Até aqui, porém, o senador resistia. Ele afastou a possibilidade de ser “candidato solo”, sem uma ampla aliança com partidos de centro, e tinha como principal aspiração ser indicado ao Supremo Tribunal Federal.
Em conversas reservadas, o senador ainda não confirma que será postulante ao governo mineiro. Diz, por exemplo, ser necessário ouvir outras siglas antes de bater o martelo. Um dos partidos que Pacheco deseja atrair é o PSDB, por meio de uma possível candidatura ao Senado de Aécio Neves.



