quinta-feira, fevereiro 19, 2026
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O Brasil que não pode dar certo

Passado o carnaval e o êxtase na Sapucaí e nas redes sociais, marcadamente em razão do samba-enredo da Acadêmicos de Niterói, homenageando o presidente Lula que está em viagem à Ásia, discutindo os impactos da inteligência artificial no mundo moderno, a extrema direita brasileira continua a ladainha.

Recentemente, teve outro arrebatamento parecido, vindo das mesmas fontes, quando Fernanda Torres fez o comercial das havaianas. Os bolsonaristas e radicais de direita foram às redes sociais boicotar, cortar e queimar suas sandálias (depois devem ter comprado outras e melhorado a performance de vendas das Alpargatas, capitalistas que são). E vão assim, de ação em reação, como forma de negar hipocritamente tudo o que vem de lá, de qualquer lugar que não seja o deles. Afinal, toda ação do governo tem que dar errado.  O contrário seria admitir que algo está dando certo ou apenas sendo feito e isso não pode.

Seguem o caminho da traição apontado por Eduardo Bolsonaro, que anda meio sumido. Trocam a bandeira do Brasil pela dos EUA e Israel, defendem que tudo dê errado para que Lula perca as eleições que, a seu ver, já estão ganhas. Repetem o mesmo discurso articulado por seus líderes nas redes e grupos sociais, certos de que a esquerda e os apoiadores do governo são um bando de imbecis, burros e ignorantes e eles são os inteligentes que sabem tudo e estão certos. Há controvérsias…

O fato é que em qualquer grupo social, agrupamento político, sociedade, há gente de todo tipo. Afinal, como diria Nelson Rodrigues, que não era necessariamente um esquerdista, “toda unanimidade é burra”. Também foi ele quem disse que “os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos”.

São generalizações, mas fazem algum sentido. A esquerda julga que fazem mais sentido quando se referem aos direitistas e vice-versa. A polarização torna um tanto mais difícil atribuir a idiotice a um ou outro, mas é fato que a extrema direita tem se repetido com muita unanimidade, pelo menos entre si, como num arrebatamento coletivo provocado pela ânsia de vingança pelo líder preso. Tanto que seguem chamando Lula de presidiário mesmo ele estando no Palácio, no comando da Nação. Isso dói muito nos egos derrotados.

Uma boa forma de dirimir dúvidas é comparando um governo e outro. Por exemplo, os números reais da economia, os feitos, as políticas e as obras públicas, os discursos, as relações internacionais, os erros, o papel do Brasil no mundo.

Mas para isso é preciso querer ver a realidade além dos grupos de WhatsApp, além dos ódios concentrados, das mentiras que contam, dos enredos e narrativas repetitivas, inflamadas pela ignorância, meramente negacionistas, com o objetivo de desconstruir o País.

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