terça-feira, março 17, 2026
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Nova espécie de orquídea é descoberta no Parque Estadual de Grão Mogol

Planta rara é endêmica da região e pode ser classificada como “Em Perigo”, reforçando a importância das pesquisas em Unidades de Conservação

BH – Uma nova espécie de orquídea foi identificada no Parque Estadual de Grão Mogol, no Norte de Minas Gerais, reforçando o papel das Unidades de Conservação como espaços estratégicos para a produção de conhecimento científico e a preservação da biodiversidade. A descoberta foi destacada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF).

A planta foi identificada pelos pesquisadores Gabriela Cruz-Lustre e João Batista, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A nova espécie recebeu o nome científico de Habenaria adamantina, em referência aos diamantes que marcaram a história do município de Grão Mogol e também ao brilho delicado de suas pequenas estruturas florais.

ENDÊMICA

A orquídea é considerada endêmica da região, ou seja, ocorre apenas naquele território e não existe naturalmente em nenhum outro lugar do mundo. Mesmo sendo encontrada em áreas abertas e próximas a trilhas, a espécie permaneceu desconhecida pela ciência até agora. Com a identificação, o número de espécies do gênero Habenaria registradas no município aumentou de quatro para 12.

A planta ocorre em áreas de campo rupestre, ecossistema característico da Serra do Espinhaço e reconhecido como um dos ambientes mais biodiversos — e também mais ameaçados — do país. No parque, a espécie cresce em solos arenosos e úmidos, geralmente em áreas ensolaradas e próximas a pequenos cursos d’água.

OCORRÊNCIA

Até o momento, os pesquisadores identificaram apenas duas populações da espécie, distribuídas em uma área estimada de 16,9 km². Pelos critérios da International Union for Conservation of Nature (IUCN), a nova orquídea pode ser classificada na categoria Em Perigo (EN).

AMEAÇAS

Entre as principais ameaças estão o pisoteio acidental de visitantes, a erosão do solo e mudanças na vegetação natural. Apesar disso, a pesquisadora Gabriela Cruz-Lustre destaca que o parque já adota medidas importantes de proteção, como o controle do uso público e a orientação para que visitantes permaneçam nas trilhas e não removam material vegetal.

RELEVÂNCIA

Para a pesquisadora, a descoberta reforça a relevância científica da região e evidencia a necessidade de ampliar iniciativas de pesquisa e conservação da biodiversidade nas Unidades de Conservação.

A identificação da nova espécie também demonstra como áreas protegidas continuam revelando espécies ainda desconhecidas, contribuindo para o avanço do conhecimento sobre a flora brasileira e para o fortalecimento das estratégias de conservação da natureza.

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