sábado, janeiro 10, 2026
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Hoje Trump acordou ameaçando atacar o México

(*) Fernando Benedito Jr.

A insanidade de Donald Trump não tem limites e o mundo precisa acordar para isso. O silêncio, com raras exceções, dos países mais desenvolvidos da Europa e do Sul Global, é grave. E mais grave ainda a falta de ações concretas para detê-lo em seus crimes contra a humanidade, como os assassinatos em massa, a violação de tratados internacionais, da soberania e autodeterminação dos povos. Hoje, por exemplo, ele acordou ameaçando atacar por terra o México. Diz que é para combater o narcotráfico. Que o combata em seu país, em seu território, ao invés de assassinar sua própria gente na caçada implacável aos imigrantes.

Como não pode acusar Cláudia Sheibaun, uma senhora acima de qualquer suspeita, de narco-terrorista, usa os cartéis mexicanos como desculpa. Na verdade, quer apenas mostrar seu potencial de fogo para aterrorizar a América Latina e saquear o que lhe interessa, como se o mundo fosse sua propriedade. O terrorista ianque diz que vai comprar a Groelândia, como se a Groelândia estivesse à venda. E a Europa assiste, duvidosa. Até que Trump se julgue forte o suficiente para se tornar Hitler. Até os russos, estranhamente, se calaram diante do sequestro do navio petroleiro.

Neste segundo ano de governo, Donald Trump coloca em prática o que vinha dizendo desde que assumiu o poder. São políticas de um governo reacionário, autoritário, que transformam os EUA num estado-ladrão, usurpador das riquezas mundiais pelo uso da força e que considera o mundo como quintal da Casa Branca.  

Ainda que tal política externa seja somente durante seu mandato, Trump está desmantelando o mundo, as relações e instituições internacionais, como conhecíamos até então. Não que os governos democratas dos EUA sejam grande coisa, mas restaurar a normalidade e o equilíbrio depois desta anarquia autoritária e insana deste mimado ditador bilionário será uma tarefa difícil e demorada.

Então, os governos e o que resta das instituições internacionais precisam parar esta insanidade de alguma forma. E se os governos não acordam, que o povo pelo menos desperte da letargia e compreenda esta cruel realidade.

Que viva México!

(*) Fernando Benedito Jr. é editor do DP.

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