terça-feira, março 10, 2026
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EUA preparam emboscada eleitoral no Brasil

(*) Fernando Benedito Jr.

FOTO: Imagem de IA de um porta-aviões na Baía da Guanabara

O Departamento de Estado dos EUA em estreita relação com os conspiradores que vivem lá, ajudados pelos da extrema direita de cá, já iniciam os preparativos para a intervenção nas eleições brasileiras deste ano. A primeira emboscada é a classificação do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho, duas organizações criminosas, como como organizações terroristas a serem incluídas na lista de Foreign Terrorist Organizations (FTO).

Primeiro é preciso salientar que na atualidade não existe ninguém mais terrorista do que o estado norte-americano sob a administração insana do mentecapto Donald Trump e sua sanha bélica mundo afora, em busca de petróleo e outras riquezas. Se não é um louco, finge que é. Ou, como explicar que um “senhor da guerra” possa querer o Nobel da Paz?

Segundo, as organizações criminosas brasileiras, assim como Trump, querem dinheiro e se utilizam de artifícios como os de Trump para tê-lo: violência, chantagem, sequestros. No caso do PCC e do CV – não é o caso de Trump – não querem derrubar o Estado democrático de direito, dar golpe de Estado, não militam por uma causa social, religiosa, étnica, não promovem atentados terroristas contra alvos estratégicos com fins políticos. Enfim, não se enquadram na Lei nº 13.260/2016 (Lei Antiterrorismo).

Entretanto, o Departamento de Estado dos EUA, comandado por Marco Rubio (ex-interlocutor direto de Eduardo Bolsonaro), “confunde” as organizações criminosas com terroristas. E quando o governo brasileiro se coloca contra tal classificação, porque isso significa abrir as fronteiras para a intervenção nas eleições – e quiça para porta-aviões na Baía da Guanabara – a extrema direita nacional fica toda assanhada com o velho discurso de “Lula, o presidiário, que defende criminosos”.

Numa eleição em que a bandeira da segurança pública vai ser mais agitada que a dos EUA e Israel em dia de manifestação direitista na Avenida Paulista, todo cuidado é pouco.

Agora mesmo vem um tal de Darren Beattie, assessor do governo dos Estados Unidos para assuntos brasileiros, pedindo ao STF um encontro com Jair Bolsonaro na prisão em Brasília.

Pra quê será?

(*) Fernando Benedito Jr. é editor do Diário Popular.

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