terça-feira, fevereiro 10, 2026
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Centrais sindicais se unem pela redução da jornada com escala 5×2

As principais centrais sindicais do País se uniram para colocar fim à escala 6×1 e adotar a escala 5×2. A redução da jornada de trabalho é uma bandeira histórica do movimento sindical, responsável por expressivas conquistas ao longo do tempo. Nos últimos anos, ela voltou à tona por meio da luta pelo fim da escala 6×1, como reação à ampla retirada de direitos promovida pela reforma trabalhista de 2017.

Atualmente, a Constituição Federal estabelece a jornada de 44 horas semanais, distribuídas conforme escala definida por meio de negociação coletiva, seja por categoria profissional ou, em alguns casos, por empresa.

40 HORAS

Conforme a nota dos centrais, “jornadas de 40 horas semanais já são realidade em categorias como bancários, petroleiros, metalúrgicos, químicos, farmacêuticos, setores da tecnologia da informação, entre outros que avançaram nessa conquista por meio da negociação coletiva. Esses exemplos evidenciam o papel decisivo dos sindicatos na vida dos trabalhadores, no desempenho das empresas e na dinâmica da economia nacional. Reforçam, ainda, a importância dos acordos e convenções coletivas, respeitando as especificidades e os ritmos próprios de cada setor produtivo”.

TRAMITAÇÃO

As centrais sindicais informam ainda que acompanham atentamente a tramitação da proposta que chegou ao Congresso Nacional graças à mobilização sindical. “A expectativa é de que os parlamentares tenham sensibilidade social e compreensão dos avanços representados pela redução da jornada e pelo fim da escala 6×1, instituindo, por meio de lei, a jornada de 40 horas semanais com escala 5×2”, apostam os dirigentes

“É um passo necessário para fomentar maior empregabilidade, elevar a produtividade com mais qualidade, ampliar as oportunidades de formação profissional e promover mobilidade social, no marco de um projeto de desenvolvimento soberano, democrático e socialmente inclusivo”, conclui a nota do movimento.

UNIDADE NA LUTA

A nota do movimento sindical brasileiro é assinada por: Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores); Miguel Torres, presidente da Força Sindical; Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores); Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil); Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) e Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros).

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