quinta-feira, janeiro 8, 2026
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A ofensiva contra a América Latina

(*) Fernando Benedito Jr.

A perplexidade gerada pelo bombardeio à Venezuela, sequestro de Nicolas Maduro e de sua mulher Cília Flores, pelas mortes e destruição da infraestrutura do país causadas pelo impacto das bombas só não é maior porque esbarra e é ofuscada pela complicada estratégia de Donald Trump para a América Latina e para o mundo, que causa perplexidade maior.

Ele quer se apossar da riqueza dos outros, assim, sem mais nem menos, abertamente, num ato da mais pura pirataria, usando a força, sem dar satisfações a ninguém. Comumente se chama isso de roubo, latrocínio. E o silêncio do mundo diante do saqueio norte-americano causa ainda maior perplexidade.

É evidente que os EUA sob Trump tentam retomar sua hegemonia econômica na América Latina e no mundo. Tentam fazê-lo roubando e cometendo atos de terrorismo que atribuem aos outros.

A estratégia do governo Trump para a América Latina nos leva de volta aos golpes da década de 60 com o apoio da CIA e às alianças com governos direitistas nos anos 80 para tentar conter as guerrilhas anti-imperialistas que atuavam no continente. Ao provocar a desestabilização dos governos latino americanos, se intrometendo em assuntos internos, tarifando produtos brasileiros e impondo a lei magnistky a magistrados da Suprema Corte, violando a soberania nacional; ao bombardear a Venezuela e fazer ameaças à Colômbia, México e Cuba (curiosamente, todos governos de esquerda); o governo Trump busca retomar o domínio de outrora (quando fazia de Cuba um bordel de milionários ou dominava o mercado latino com o American Way of Life, Hollywood, Shell, Texaco, Ford e Chevrolet).

Para Trump é difícil ver este mercado amplo, promissor e rico tomado pela forte presença asiática na economia regional, pela Honda, GWM, Mitsubishi, Shein. O uso da força, da violação de leis e tratados internacionais, a usurpação de riquezas dos países latino-americanos é sua medida para tentar reaver o terreno perdido.

E para garantir isso, não importam as vidas, os meios, o grau da violência, as leis, os tratados internacionais. O que importa é o dinheiro, o lucro, o petróleo…

(*) Fernando Benedito Jr. é editor do DP.

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