sexta-feira, abril 10, 2026
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A propaganda sionista no Brasil

(*) Fernando Benedito Jr.

Circula nos principais portais de notícias da grande imprensa brasileira um vergonhoso anúncio sionista tentando vitimizar o estado de Israel na guerra no Oriente Médio. Diz o texto, assinado pelo Magen David Adom, o sistema de Serviços de Emergência de Israel: “Israel sob ataque! A Magen David Adom precisa da sua ajuda para salvar vidas em Israel AGORA! Doe hoje”.

O anúncio é intrigante por várias razões. As poucas baixas sofridas pelo exército israelense e pela população civil de Israel não justificam uma campanha internacional pedindo dinheiro.

O pior mesmo é tentar transformar o estado genocida de Israel em vítima. A Aliança entre Israel e EUA, sob a liderança do “carniceiro de Tel Aviv”, Benjamin Netanyahu, não apenas promoveu agressões contra países vizinhos, como causou o genocídio e a diáspora palestina e segue com agressões e matança no Líbano, mesmo depois do cessar fogo declarado pelos EUA e Irã. Assassinar árabes, palestinos e persas e tentar avançar as cercas e tanques para conquistar territórios é a tática principal de Israel, que finge estar sob ataque enquanto ataca impiedosamente, com armas poderosas, os países vizinhos.

Segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza citados pela Agência Brasil, desde outubro de 2023 até abril de 2026, a guerra na Faixa de Gaza resultou em mais de 72.000 palestinos mortos e cerca de 172.000 feridos

Ataques israelenses no Líbano apenas no último dia 8 de abril de 2026 resultaram em um aumento drástico de fatalidades, com relatos indicando mais de 300 mortos e centenas de feridos.

O regime iraniano afirmou nesta sexta-feira (10) que mais de 3.000 pessoas morreram no país durante a guerra contra os Estados Unidos e Israel, que durou quase seis semanas.

No final de fevereiro e início de março de 2026, um bombardeio na cidade de Minab, no sul do Irã, resultou na morte de um número significativo de pessoas, com relatos variando entre 160 a mais de 175 mortes, a maioria crianças e funcionários de uma escola primária para meninas.

Na conta entra ainda o assassinato sumário de jornalistas, lideranças políticas, religiosas e militares, o sem número de feridos, a destruição da infraestrutura, de moradias, a fome, o deslocamento de grandes massas de refugiados e inúmeras outras consequências dos ataques agressões da aliança Israel-EUA.

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