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Vítima de atropelamento foi dopada, roubada e largada na rodovia 381

PARAÍSO – A Polícia Civil de Santana do Paraíso desvendou a misteriosa morte de Vauir Ferreira, de 48 anos, atropelado em dezembro do ano passado. O corpo dele foi achado às margens da BR-381, na saída para Governador Valadares. Segundo a polícia, Vauir foi vítima de um latrocínio – roubo seguido de morte.
Nesta quinta-feira (30), investigadores prenderam Adonias Ribeiro Bicalho, 26 anos, e Ramon de Freitas Magela, 28 anos, que confessaram ter dopado Vauir. Depois de tê-lo roubado, ele foi deixado na rodovia. O carro da vítima foi encontrado dois dias depois, no bairro Cidade Verde, em Santana do Paraíso.
Quando o carro foi localizado, a polícia notou que alguns pertences da vítima haviam sido levados e que o local onde o veículo foi achado era incompatível com o trecho do acidente. De acordo com o delegado Bruno Morato, a reviravolta no caso começou quando os policiais civis encontraram no veículo uma embalagem de batata chips e uma tampinha de uma bebida alcoólica, consumidas pelo carona, indicando que a Vauir não estava sozinho.
“A partir desse momento, os policiais passaram a procurar o local onde os produtos haviam sido comprados e, ao achar o estabelecimento, conseguiram imagens do circuito interno de monitoramento que possibilitaram identificar os suspeitos envolvidos no caso”, disse o delegado.

“BOA NOITE CINDERELA”
Os réus confessaram à polícia que pretendiam apenas roubar a vítima. Ainda segundo o delegado, Adonias relatou que marcou um encontro amoroso com Vauir. Eles foram a um bar e depois o autor colocou Clonazepam (Rivotril) na bebida da vítima. “E posteriormente ele passou na casa do Ramon, indo até as margens da BR-381, onde os dois levaram os pertences da vítima e o largaram lá. Atordoado, Vauir acabou atropelado por um veículo que fugiu do local e está sendo procurado pela Policia Civil”, relatou o delegado.

LATROCÍNIO
Embora a intenção da dupla não tenha sido matar a vítima, eles irão responder pelo crime de latrocínio – já que eles assumiram o risco do resultado morte. “Nós temos a causa da morte física que é o atropelamento, mas existe a causa jurídica, ou seja, a vítima foi dopada e sem condições de se defender, colocada às margens de uma BR, o que acabou resultando a morte”, finalizou o delegado.
Os presos foram levados para Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipapa.

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