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07/05/2018 05h50

Lula avisa que é candidato e sairá da prisão mais forte que entrou

Após visita de uma hora e meia ao ex-presidente, Leonardo Boff, afirma que Lula quer voltar ao poder para radicalizar políticas em benefício dos pobres.

CURITIBA - O teólogo e escritor Leonardo Boff conseguiu entrar na sede da Polícia Federal em Curitiba nesta segunda-feira (7) para visitar o ex-presidente Lula. Nesta segunda completa-se um mês da prisão do ex-presidente. Ao sair da visita, Leonardo Boff disse que Lula enviou um recado à militância e reafirmou sua candidatura à Presidência da República. Segundo ele, o ex-presidente está bem, mas manifestou indignação com sua prisão que considera injusta e com as mentiras “plantadas” pelo juiz Sérgio Moro, como uma recente entrevista à revista “Época”.

SOLITÁRIA

Leonardo Boff disse que esteve uma hora e meia conversando com Lula e falaram sobre o passado e o presente. “Posso dizer que ele está muito bem, com entusiasmo e vigor. Esta situação de viver numa solitária faz com que ele leia muito, reflita muito. E até mandou recado, dizendo que é candidatíssimo e só vai renunciar à candidatura no dia em que Moro mostrar uma única prova de que ele é dono do triplex. Enquanto isso, é candidato e quer voltar ao poder para dar centralidade às políticas brasileiras para os pobres”, disse Leonardo Boff.
O teólogo, um dos artífices dos programas de combate à fome e a pobreza desenvolvidos pelos governos petistas, ressaltou que Lula quer governar a partir dos pobres para que abandonem o inferno, que é a miséria em que vivem. “Este é o recado: diga aos jornalistas que sou candidatíssimo e se ganhar vou retomar aquelas políticas em defesa dos pobres, só que como políticas de Estado, previstas no Orçamento, de tal forma que o poder econômico e político sejam orientados para aqueles que sempre foram excluídos”, reafirmou Boff.

LEITURAS
Leonardo Boff, disse ainda que Lula está lendo muito na sala de estado maior em que vive prisioneiro na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. “Ele lê romances e textos espirituais. Está lendo agora um livro de minha autoria, ‘O Senhor é Meu Pastor e Nada me Faltará’,que são comentários sobre o Salmo 23. E ele está muito impactado com a força deste Salmo. Deixei outros livros sobre espiritualidade e ele quer se aprofundar no tema, não no sentido das religiões, mas no sentido profundo do ser humano, da vida, do universo – qual o significado de sua prisão – deve ter um desígnio maior que transcende a ele, a nós”, filosofou Boff.
Conforme o teólogo, os questionamentos espirituais do ex-presidente estão num nível mais elevado que as brigas jurídicas ou a questões como mantê-lo preso ou soltá-lo. “Isso é uma passagem. Gandhi foi preso mais de 30 vezes. Mandela viveu 23 anos preso. Ambos se tornaram grandes líderes contemporâneos da política mundial, em benefício da humanidade e da humanização dos seres humanos”,comparou.

INDIGNAÇÃO
Por lado – afirma Boff –, Lula está muito indignado com o acúmulo de mentiras que se faz no mundo jurídico. Lula teria reclamado durante a visita de uma entrevista dada por Sérgio Moro à revista Época, acusando-o sem provas. Reportando-se ao ex-presidente e em prantos, Leonardo Boff, repetiu as palavras de Lula: “Se disserem que dei ou recebi dinheiro indevidamente, um centavo que seja, estão mentindo. Não quero meu neto olhando para mim e dizendo: ‘meu avô foi um ladrão, não’. Nunca fui”.
Para Boff, Lula tem uma indignação justa, “de quem sofre por causa de falsificações, distorções e mentiras com o objetivo de liquidar a candidatura dele, enfraquecer o mais possível o PT, desmoralizar e colocar em xeque um projeto que tem uma importância inegável para as populações mais pobres. Ele quer voltar ao poder para radicalizar o projeto de dignificação e cidadania a partir dos últimos,dos simples, daqueles que ninguém dá atenção, que é a grande maioria”.

MAIS FORÇA
Outro recado enviado por Lula, conforme Boff, foi agradecimento ao apoio popular que está recebendo. “Se não morri de fome na infância, aprendi a resistir e estou aqui, resistindo”, disse Lula, avisando que “vai sair mais forte do que entrou”.

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