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16/11/2017 06h27

Caso Fifa: Globo afunda na lama da corrupção no futebol

Em delação à justiça dos EUA, emissora é acusada pelo empresário argentino Alejandro Buzarco de pagar propinas pela transmissão da Libertadores, Copa Sul Americana, e das copas de 2026 e 2030.

(DO 247) - A situação jurídica da Globo se complicou ainda mais na quarta-feira (15), no segundo dia de depoimentos do empresário argentino Alejandro Burzaco, que já havia delatado a emissora da família Marinho por propinas pagas na compra dos direitos de transmissão da Libertadores da América e Copa Sulamericana.
Em novo depoimento, Burzaco revelou como a Globo participou de um esquema de propinas de US$ 15 milhões – o equivalente a R$ 50 milhões – para assegurar exclusividade nas Copas de 2026 e 2030.
A propina teria sido paga, segundo Burzaco, numa conta no banco Julius Baer, na Suíça, ao dirigente Julio Grondona, já falecido, e que foi homem forte do futebol argentino. À época das negociações, Grondona era também dirigente da Fifa e cuidava dos direitos de transmissão na América Latina.

SUBSIDIÁRIA
Para que isso ocorresse, a Torneos y Competencias, de Buzarco, teria sido orientada pela Globo a criar uma subsidiária na Holanda, que funciona como paraíso fiscal para multinacionais, para receber a propina, antes de repassá-la a Grondona.
Depois do seu depoimento, rico em detalhes, será possível agora rastrear todo o percurso do dinheiro – da Globo, na Holanda, para a Torneos y Competencias, também na Holanda, e depois para a conta de Grondona, na Suíça.
A Globo negou o pagamento de propinas. Disse ter feito sua própria investigação interna, na qual teria chegado à conclusão de que ela própria, Globo, é inocente.

DESTAQUE

Todas as informações mais quentes sobre o caso têm sido reveladas pelo jornalista Ken Bensinger, que cobre o caso para o Buzzfeed, e está escrevendo um livro sobre a corrupção no futebol, no qual a Globo ocupa posição de destaque.
Ao supostamente pagar propinas para adquirir direitos de transmissão de torneios esportivos, a Globo reforça sua posição monopolista na comunicação – o que amplia sua capacidade de manipular a opinião pública e golpear a democracia, como ocorreu em 1964 e 2016.

MARIN

Nesta quinta, o empresário Alejandro Burzaco disse à Justiça dos Estados Unidos que pagou US$ 2,7 milhões, cerca R$ 8,8 milhões de reais, em propinas ao ex-presidente da CBF José Maria Marin. Segundo Burzaco, o acerto com o cartola brasileiro previa o pagamento de US$ 6 milhões (R$ 19 milhões) a receber, caso o esquema não tivesse sido descoberto.
Burzaco, que está em prisão domiciliar há dois anos em Nova York e fechou um acordo de delação premiada com a Justiça americana, disse também que o ex-chefe do futebol do Paraguai Juán Ángel Napout, e o chefe do esporte no Peru, Manuel Burga, teriam recebido US$ 4,5 milhões e US$ 3,6 milhões em propina, respectivamente.

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