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04/08/2017 09h00

O Acordo Lanari-Horikoshi e um novo acordo, o de paz

A Nippon Steel & Sumitomo Metal Corporation (NSSMC), uma das maiores acionistas da Usiminas, celebra na terça-feira (8), os 60 anos do acordo Lanari-Horikoshi. Talvez seja o momento também de se pensar num novo acordo, tão importante quando o Lanari-Horikoshi: um acordo de paz.

A Nippon Steel & Sumitomo Metal Corporation (NSSMC), uma das maiores acionistas da Usiminas, celebra na terça-feira (8), os 60 anos do acordo Lanari-Horikoshi. A iniciativa, que já foi motivo de homenagem na Assembléia Legislativa de Minas, tem grande relevância pela celebração do histórico tratado para a construção da Usiminas, mas ocorre numa embaraçosa circunstância: praticamente desconhece a existência do atual presidente da empresa, Sérgio Leite, que foi indicado pelo Conselho de Administração e apoiado pela majoritária Ternium, fazendo do evento uma verdadeira “saia justa” para o conjunto de acionistasda Usiminas. Em primeiro lugar, porque a celebração ocorre num momento de acirrada disputa entre os dois grupos controladores e exclui os acionistas majoritários. Em segundo lugar, porque faz das homenagens uma quase provocação à atual diretoria da Usiminas, colocando em destaque o papel dos japoneses e seus representantes na companhia, entre os quais o ex-presidente Romel Erwin, que representava a Nippon Steel, antes de ter sido removido do cargo por força de decisão do Conselho.
É certo que as comemorações tratam de um acordo histórico entre brasileiros e japoneses, sob as hostes do então presidente da República Juscelino Kubitscheck, que deu origem à Usiminas, envolvendo duas grandes personalidades de origem japonesa, o que tem pouco a ver com os ítalo-argentinos que hoje comandam a empresa. Mas também é preciso salientar que tanto Lanari quanto Horikoshi representavam, respectivamente, os governos brasileiro e japonês, portanto, signatários de um acordo que coloca a fundação da Usiminas na condição de um assunto de Estado e não apenas de vontades individuais ou corporativas.Não podendo esquecer que naquela época, o Brasil foi decisivo para os japoneses, que estavam engatinhando no processo de reconstrução econômica e financeira do país, com o passivo deixado ao final da segunda guerra mundial.
O fato é que no atual cenário de disputa entre os acionistas da Usiminas, qualquer iniciativa –ainda que uma simples homenagem – que não seja de busca de consenso, composição e entendimento, não contribui em nada para dirimir as divergências ou encontrar soluções que coloquem a companhia e as cidades onde ela atua como prioridade e acima do impasse e da crise de acionistas.
Interessante observar ainda que tanto na homenagem prestada pela Assembléia Legislativa, quanto naquela que se fará em Ipatinga, são presenças reiteradas os deputados João leite (PSDB), Felipe Attiê (PTB) e Gustavo Corrêa (DEM), ilustres desconhecidos da Usiminas, da região e de Ipatinga, ao passo que os deputados que até então representam o Vale do Aço não são nem de longe protagonistas, de fato apenas convidados – se é que os são.
Além de seu caráter excludente, a celebração do Acordo Lanari-Horikoshi peca pela deselegância e falta de tato, conforme manifestação já feita pelo conselheiro Luiz Carlos Miranda, que enviou mensagem à Assembléia Legislativa reivindicando um ato de desagravo pela falta de consideração e respeito a outras importantes personalidades que tiveram atuação destacada na consolidação da Usiminas como uma das maiores siderúrgicas da América Latina.

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