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15/05/2017 05h58

Ipatinguense narra difícil trajetória para entrar no circuito das top

Ao lado da mãe, Rosângela Nunes, a modelo Dianine Nunes que protagonizou campanha do Dia das Mães em Ipatinga, fala sobre a importância da família na construção de sua carreira profissional e sobre moda

IPATINGA - A Campanha do Dia das Mães realizada pelas Lojas Tenda tem como carro-chefe um vídeo estrelado pela modelo Dianine Nunes e por sua mãe, Rosângela Nunes.
Em meio às gravações do filme, as duas concederam uma entrevista falando sobre a relação de amor e carinho que mantêm ao longo da vida, independente da distância que as separa, desde que Dianine, ainda na adolescência, saiu de casa para trabalhar. A modelo, que em 2015 foi eleita Miss Brasil Latina, coleciona em seu currículo passagens pela Ásia, Europa, Estados Unidos e México, onde viveu por oito anos, dividindo seu tempo entre as cidades do México e Nova York.

O INÍCIO DA CARREIRA

Dianine: Eu morava em Ipatinga, onde cursava o ensino fundamental com meu irmão. Um dia, voltando da escola, fomos abordados por uma pessoa que nos entregou um panfleto de uma agência de modelos. Coloquei o folhetim na mochila e fui pra casa. Minha mãe viu a propaganda e, a partir daí, passou a me incentivar a fazer o curso de modelos. Nessa época, meu sonho era ser jogadora de vôlei. Minha vida, até então, era brincar na rua. Com um estilo meio Joãozinho, eu adorava jogar futebol, participar das brincadeiras de menino com os meus três irmãos. Mas acabei fazendo um curso de modelo e um book, apoiada pelo meu amigo, Tom Xavier, que depois se mudou para o Espírito Santo, onde veio a falecer. Então, passei a participar de cursos com a Solange Maria, da Agência OZ. Ela deu sequência ao trabalho do Tom, que me motivou a participar de algumas seletivas. Nesse tempo, cheguei a disputar concursos regionais, como um promovido pelo Geleocádio, o Garota Ipanema, que contou com a participação de atores da novela Malhação. A partir daí, as oportunidades começaram a surgir aqui no Vale do Aço, Governador Valadares, Belo Horizonte, São Paulo e no exterior. Entre meus 12 e 14 anos, fiz alguns trabalhos em São Paulo, mas morava em Ipatinga.

LONGE DO COLO DA MÃE

Dianine: Nos meus primeiros trabalhos, minha mãe me acompanhava, e já chegou a me esperar por seis horas enquanto eu participava de seletivas. Aos 14 anos, fui morar na China, e o fato de minha mãe me deixar ir embora tão nova foi um passo no escuro e, por isso, meus pais foram chamados de loucos. Mas tinha na minha cabeça o propósito de nunca fazer nada que os envergonhasse. E, mesmo à distância, mantivemos nossos laços afetivos de família. Já varei madrugadas falando com minha mãe. Além disso, sempre levei comigo a educação do berço, os princípios que ela me ensinou com tanta sabedoria. Com minha mãe aprendi a fazer de tudo. Na China, eu mesma fazia as minhas unhas, minha comida. O que eu não sabia, ligava para o Brasil, e pedia à minha mãe pra me ensinar.
Não me perdi no mundo graças à minha estrutura familiar. Ter mãe, pai e irmãos que me apoiam fez e faz toda a diferença na minha vida. Eu sempre soube que, se a minha carreira não desse certo, eu poderia voltar pra casa que eles iriam me encaminhar para outra atividade. Até hoje, quando me sinto fraca, abalada por algo, recorro à minha mãe, e saio fortalecida da conversa. Já passei horas conversando com ela quando eu estava na China, querendo voltar, pois era um lugar estranho para mim. Nessa hora, minha mãe foi o meu alento, a pessoa que me animava, me acalmava. Hoje, para mim, mudar de país é como mudar de bairro, mas o amor não muda e sei que a saudade vai sempre bater forte no peito.

ALÇANDO VOOS
Dianine
: Certa vez, participei de um desfile para a Vide Bula, onde estavam scouters, dentre os quais, o Bené, de Patos de Minas. Ele foi fundamental na promoção do meu trabalho fora do país. Aos 14 anos, fui morar na China, onde completei 15, depois recebi uma proposta para trabalhar nas Filipinas, mas cancelei o contrato. Esse período foi desafiador no que diz respeito a ficar longe da família, em países de culturas tão diferentes. Acabei cancelando dois contratos e voltando pra casa, em Ipatinga. Depois, olhei pra um lado, olhei pro outro, entendi que eu precisava retomar meu trabalho. Foi aí que surgiu o contrato com o México, onde morei por oito anos. Inicialmente, meu contrato seria de apenas oito meses.

MISS LATINA
Dianine:
Morei com uma amiga venezuelana que havia concorrido ao título de Miss Venezuela. Pelo fato de ela ter ficado entre as 10 melhores do concurso, virou celebridade no país, onde valorizam muito esse evento da beleza. Ela sempre me animava a concorrer. Certa vez, eu estava em Ipatinga a passeio, a Solange, da OZ, me convidou para disputar o título de Miss Latina Minas Gerais, representando Ipatinga. Tive receio de perder o foco do meu trabalho no México, onde eu já havia me estruturado financeiramente. Minha mãe sempre me orientou a poupar, a pensar no futuro. Mas, quando soube que eu não precisaria me mudar do México para concorrer, aceitei o desafio.

CAUSANDO NO SALTO
Dianine:
Como sou muito focada no que faço, fui para a academia a fim de chegar às medidas ideais, passei a me dedicar muito aos estudos, aos conhecimentos gerais, fundamentais para quem buscava conquistar a faixa Miss Personalidade. Foram seis meses de muita dedicação ao título, acompanhando todos os noticiários, lendo muito sobre o Brasil, tendo aulas de postura, etiqueta. Esse concurso virou minha vida de cabeça pra baixo. Eu precisava ser mais que um cabide para exibir roupas bonitas. Foi um tempo de descobrir o potencial em mim que, até então, eu desconhecia. Precisei reaprender o português, que eu misturava muito com o espanhol, por ter falado o idioma por oito anos. O Miss Latina veio me completar.
A candidata do Rio Grande do Sul era linda e imensa. Eu tenho 1,73, mas, por ser muito magra, pareço menor. Então, minha coordenação chegou a me sugerir um salto maior, 18 ou 20, mas eu disse que queria usar mesmo o 12. Gosto de “causar” à minha maneira, pelos movimentos que faço na passarela. Eles são o meu truque.

O RESULTADO
Dianine:
Fiquei surpresa. Todas as candidatas contavam com grandes torcidas, com a família inteira ali. Em função da distância, do pouco tempo para organizar o deslocamento de mais pessoas, conseguir patrocínios, fui acompanhada apenas pela minha coordenadora, Carol Magalhães, e pela minha mãe, a dona Rosângela. Eu estava muito em paz, certa de que havia feito tudo o que podia para conquistar o título. Foi uma alegria imensa ser anunciada como Miss Personalidade, uma categoria que requer, como disse, conhecimentos gerais, e a Miss Latina, título máximo do concurso de beleza.

ESTILO DE VESTIR
Dianine:
Passei por várias fases e transformações. Quando eu morava em Ipatinga, na minha adolescência, amava um estilo mais molequinha, com boné pra trás. Eu era os meus irmãos, só que de cabelo grande. Na China, comecei a comprar umas coisinhas, uns acessórios, mas odiava bolsas e a cor rosa. No México, incorporei o estilo Maria do Bairro, bem feminina, mas meio brega e exagerada em tudo, nas cores, modelos com muitos detalhes. Gostava de looks com muita informação. Trouxe esse estilo para São Paulo, onde adotei uma moda mais clean, básica. Hoje, estou muito básica. Por mais que eu ame o vermelho, sou mais all jeans, uso muito preto, branco e, às vezes, alguma cor para complementar o visual. Amo o pretinho básico tubinho, um body preto e uma calça alta, sempre algo que valoriza a cintura e o busto. Peças que me deixam mais feminina.

AS TENDÊNCIAS DA MODA
Dianine:
Acompanho tudo pra ficar por dentro da moda, mas compro o que realmente gosto. Acredito na liberdade de a gente usar o que a gente quer. Sou avessa às regras que escravizam. Gosto de me sentir bonita, estar bem arrumada. As roupas ajudam a gente a se sentir bem. Pra mim, a roupa é o meu cartão postal. Não vou usar um look megafashion, porque não sou megafashion. Sou muito simples. O que uso me representa. Além da roupa que as pessoas vestem, entendo que elas precisam ser identificadas pelas histórias que contam, pelo que são em sua essência.

MAQUIAGEM
Dianine
: Gosto também de uma maquiagem básica, bem levinha. No dia a dia, uso uma base leve pra tirar alguma olheirinha, um rímel e uma sobrancelha marcadinha, um gloss. Sem sombras.

EVENTOS IMPORTANTES
Dianine:
Já me acostumei aos eventos mais badalados, mas nunca perdi minha essência de pessoa simples. O fato de eu dançar em festas de famosos, de celebridades, não vai mudar nada em minha vida. O mundo não oferece espaço para pessoas arrogantes, que se consideram melhor que os outros. Vejo pessoas bonitas, como Mariana Ruy Barbosa, super simples e tão querida, mesmo estando onde ela está.
Então, mais uma vez, os ensinamentos do meu pai, da minha mãe voltam à tona, em relação a como me comporto nesses eventos. Para cada atitude que vou tomar, seja lá em que ocasião for, eu me pergunto: minha família sentiria orgulho de mim por isso ou se envergonharia de mim caso eu fizesse isso ou aquilo? Minhas decisões são mesmo influenciadas pelo amor que tenho pelos meus irmãos, pelo meu pai, minha mãe, pelas pessoas mais importantes do mundo para mim. Nunca quero desapontá-los.

FUTURO
Dianine:
Se eu não decidisse sair do conforto da minha casa, das asas dos meus pais, minha história não teria sido a mesma. Agora, sei que vou sempre precisar trabalhar muito, diversificar minha atuação, para manter o patamar de vida que alcancei por meio da moda, do concurso de miss. Por isso, faço faculdade de relações públicas, e já atuo na área. Trabalho para uma empresa de São Paulo. Sempre tive interesse em ser conhecida pelas minhas ideias, não só pela minha beleza. Além do mais, gosto de ter minha independência financeira. Não nasci para ser bancada por ninguém. Gosto mesmo é de presentear a minha mãe e, se eu tivesse que tirar tudo de mim para dar pra ela, eu daria, pois ela já tirou tudo dela para me dar.


Rosângela, a mãe

Rosângela Nunes, mãe de Dianine, conta que se lembra quando Dianine foi para China. “O primeiro avião que vi bem de perto na minha vida foi o que levou minha filha pra tão longe, pra Ásia. Eu me lembro dos momentos antes do embarque, quando as mãozinhas dela foram escorregando das minhas. Eu não podia ir junto, pois estava cuidando do seu irmão que estava se tratando de um câncer”.
Para superar a saudade e para que tudo desse certo na vida de Dianine, sua mãe conta que se apegou às orações, e que foi preciso também acreditar no que ensinou à filha. “Toda construção começa pela base. Os nossos conselhos e exemplos foram a base da Dianine, que seguiu nossas orientações, alcançou sucesso e conquistou muitos amigos. Hoje, podemos dizer que, além da Dianine, ganhamos filhas, as amigas dela são nossas também. Além do mais, mesmo que a gente esteja uma longe da outra, o nosso coração anda sempre junto, sempre perto.”
Quanto à relação de Rosângela com a moda, ela conta que ama looks bem básicos, como bermuda jeans e blusas de malhas confortáveis. Ela se diz fã de lojas de departamento, “onde encontro de tudo e os preços cabem no bolso”.

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